Farinha pouca, meu pirão primeiro

Desde a eleição de 2018 o MDB catarinense não tem sido o mesmo. Apesar de ter conseguido eleger a maior bancada da Assembleia Legislativa, com 9 deputados estaduais, e ter elegido 3 deputados federais, na majoritária foi um fiasco.

Naquele ano, teve Mauro Mariani como candidato a governador e ele sequer chegou a ir para o segundo turno, perdendo a vaga para o desconhecido Carlos Moisés da Silva, na época no PSL.

Para o senado apoiou o tucano Paulo Bauer, que tinha como um dos suplentes o ex-governador Casildo Maldaner, mas também não teve chance nenhuma de vencer a disputa.

Agora em 2022, o MDB apoia a reeleição de Moisés e tem Celso Maldaner como candidato ao senado. Nas duas candidaturas a base emedebista parece estar adormecida e, mais uma vez, olhando apenas para os candidatos da proporcional.

Mas mesmo na proporcional, o MDB não deve fazer os mesmos números de 2018. Na Alesc, estima-se que o partido eleja entre 4 e 6 deputados estaduais e para federal devem entrar no máximo com 2 nomes do partido.

O MDB ainda é o maior partido de Santa Catarina, pois tem mais prefeitos e vices aqui no estado. Mas nas maiores cidades, como Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó e Criciúma, perdeu muita força e, consequentemente, perdeu muitos votos.

Com isso, os candidatos a deputado federal e estadual estão fazendo suas campanhas pensando apenas na própria campanha, deixando o eleitor livre para escolher seu candidato a governador e senador.

Até os prefeitos emedebistas se dividiram por conta da disputa entre Antídio Lunelli e Udo Döhler. Enquanto Moisés recebe o apoio de prefeitos de outros partidos, os do MDB parecem não estarem muito engajados nas escolhas que o partido fez.

O MDB tem que se cuidar, pois se não encontrar uma liderança que novamente una o partido, vai acabar sendo atropelado por legendas novas e com mais capacidade de renovação. Os velhos caciques emedebistas são importantes, mas não podem mais aceitar ser coadjuvantes, principalmente nas maiores cidades.

Por lá, hoje, os presidentes de diretórios municipais servem apenas para decidir quem vai assumir o cargo dado por prefeitos de outras legendas.

Vamos esperar para ver o que acontece com o MDB em 2022, mas é certo que o partido vai encolher e vai precisar de gente nova para fazê-lo melhorar o desempenho eleitoral em 2024.

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