Desde que conseguiu a sua reeleição, em 2020, o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), já tinha em mente que a sua vice, Maria Regina de Souza Soar (PSDB), seria a candidata da sua administração em 2024.
No início de 2022, Hildebrandt deixou de ser oposição para ser um dos grandes aliados do ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) por conta da promessa de muitos recursos que viriam do Governo do Estado, através do Plano 1000, para a sua administração.
Mas Mário não contava com a derrota de Moisés nas eleições estaduais, não contava que não elegeria nenhuma das suas apostas da proporcional e também não imaginava que Egídio Ferrari (PTB), que foi desprezado pelo prefeito, fosse eleito para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Com a vitória de Jorginho Mello (PL), Hildebrandt até tentou se aproximar do atual governador através do deputado estadual Ivan Naatz (PL), mas ele queria ser o representante do governador em Blumenau.
Mas como Jorginho ficou com um pé atrás com todos os prefeitos que se juntaram a Moisés por conta do Plano 1000, Mário também não permitiu que seu secretário de comunicação, André Espezim, assumisse um cargo na administração estadual.
A partir daí Jorginho Mello, que não é um novato na política, tratou de buscar um nome que o representasse na cidade e levou para o seu lado o ex-prefeito João Paulo Kleinübing, que deve ser o seu candidato a prefeito em 2024.
Além do PL, que deve seu o seu futuro partido em 2024, o PP, o PTB e o União Brasil já sinalizam estar com Kleinübing nas próximas eleições e com isso ele teria o apoio do governador do Estado, dos quatro deputados estaduais, do deputado federal Ismael dos Santos e de dois senadores, o que, teoricamente, lhe dá muita força política e, consequentemente, mais chances de fazer uma boa votação em Blumenau.
A ESTRATÉGIA
Com isso, restou para Mário Hildebrandt abraçar novamente a pré-candidatura de Maria Regina Soar e, desde março, colocá-la em todas as ações do governo municipal para que ela tenha mais visibilidade pertente ao eleitorado blumenauense.
Além do Podemos e do PSDB, Maria Regina só tem garantido mesmo o apoio do MDB local porque o partido sequer consegue emplacar um candidato a vereador e também por ter cargos na Prefeitura de Blumenau.
As outras legendas que apoiaram Mário em 2020, como o Cidadania e o Republicanos, ainda vão esperar para ver como se dará as tratativas nas suas executivas estaduais.
O Cidadania está no governo de Jorginho Mello e o Republicanos, que agora é comandado por Carlos Moisés, pode não querer mais ser apenas um coadjuvante e lançar um candidato próprio ou até formar uma nova frente com o partido Novo de Odair Tramontin.
O fato é que Mário tem fortes laços com o PSDB blumenauense e hoje, mesmo que quisesse, não teria condições de largar a mão do ex-senador Dalírio Beber (PSDB) devido aos anos de parceria que servem para reforçar os laços, mas também para escancarar muitas ações da administração caso o prefeito de Blumenau siga por outra estrada.
Com isso, Mário vai mesmo com Maria em 2024 e deve tentar emplacar o fiel escudeiro, André Espezim, como vice da futura candidata para então sair de cena e voltar ao anonimato, pelo menos até 2026.





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