A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 25, a convocação do ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Ricardo Cappelli, para ele prestar esclarecimentos sobre o vídeo em que o ex-ministro Gonçalves Dias aparece no Palácio do Planalto, no dia 8 de janeiro deste ano, no mesmo momento em que invasores depredavam as sedes dos três Poderes da República, em Brasília.
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que pediu a convocação, disse que, conforme noticiado pela rede de televisão CNN, o ex-ministro do GSI “demonstrou proximidade aos manifestantes do dia 8 de janeiro, inclusive possibilitando e auxiliando a entrada destes ao Palácio do Planalto”.
“Foram mais de 160 horas analisadas. Às 16h29, duas câmeras registram imagens do ministro-chefe do GSI durante ataques de invasores no Palácio do Planalto. Inicialmente, ele caminha sozinho no terceiro andar do palácio, na antessala do gabinete do presidente da República. Gonçalves Dias tenta abrir duas portas e depois entra no gabinete. Após alguns minutos, o ministro aparece caminhando pelo mesmo corredor com alguns invasores. As imagens sugerem que ele indica a saída de emergência ao grupo de criminosos”, citou o deputado.
A CPMI DE 8 DE JANEIRO
As discussões a respeito da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, que investigará os fatos que levaram à invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, ganhou novo fôlego após a queda do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias, na semana passada.
Após a queda de Dias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes contrário à CPMI, passou a apoiá-la. Com a mudança de postura, aliados do governo no Congresso passaram a se articular para garantir que a oposição não domine a narrativa durante as investigações no colegiado.
A expectativa é nessa quarta-feira, 26, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), faça a leitura do pedido de instalação durante sessão no plenário da Casa legislativa.
A partir da leitura do requerimento, os blocos partidários se organizam para indicar os membros da comissão. O prazo de funcionamento da comissão é limitado. Inicialmente, são 120 dias para investigar os fatos e apresentar um relatório final, que poderá propor uma nova lei para sanear o problema.





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