Processo movido por Alexandre de Moraes contra Kennedy Nunes é arquivado

No dia 10 de novembro de 2022 o ex-deputado estadual Kennedy Nunes (PTB) teve todas as suas redes sociais, como o Instagram, Facebook e Twitter, bloqueadas pelo Justiça Federal por questionar o resultado das eleições presidenciais daquele ano.

No dia 17 do mesmo mês o ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE, determinou que Kennedy, que também é jornalista, ficasse proibido de se manifestar em qualquer rede social sob pena de multa diária de R$ 20 mil.

Em 24 de novembro ele recebeu a primeira intimação para se apresentar na Polícia Federal, em Florianópolis, para prestar um depoimento por conta de suposto crime de ato antidemocrático por colocar em dúvida as urnas usadas nas eleições de 2022.

Depois de ter suas redes sociais bloqueadas, ele criou um grupo no Whatsapp chamado “Apoiadores Kennedy” para poder se comunicar com seus seguidores e também permitir que pessoas que estavam nas ruas participando das diversas manifestações espalhadas pelo Brasil, pudessem publicar vídeos e matérias de sites e veículos de comunicação.

Mas na noite de quinta-feira, 11, Kennedy Nunes encaminhou um vídeo onde, junto com o advogado Gastão Filho, informando que o Ministério Público Federal, através do procurador da República Elói Francisco, pediu o arquivamento da ação movida por Alexandre de Moraes.

Kennedy havia comparecido na Polícia Federal por oito vezes e ficou demonstrado que o ex-deputado estadual em nenhum momento teve intenção de ofender ministros do Supremo Tribunal Federal, mas sim garantir o direito de dar sua opinião o fazer manifestação em determinado caso.   

Ele é um dos muitos políticos catarinenses que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas eleições de 2022 se candidatou a uma vaga no senado, mas não conseguiu se eleger e nesta semana, a convite do governador Jorginho Mello (PL), assumiu o comando do Detran catarinense.

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