O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) apoiou o senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) na sua manifestação feita na quinta-feira, 17, quando ele disse para o Senado intervir imediatamente na cassação, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de Deltan Dallagnol (Podemos).
O documento do Cofem diz que “de forma firme e clara, reitera seu posicionamento em favor da democracia, da livre iniciativa, da liberdade de expressão e da segurança jurídica” e se posiciona “contra quaisquer arbitrariedades que desrespeitem o processo eleitoral”.
Além de Mário Cesar Aguiar, presidente da Fiesc, assinaram também a manifestação o presidente da Fecomércio, Helio Dagnoni, diretor-presidente do Sebrae SC, Carlos Henrique Fonseca, presidente da FCDL/SC, Onildo Dalbosco Junior, presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, presidente da Fampesc, Rosicler Dedekind, e o presidente da Facisc, Sergio Rodrigues Alves.
Inclusive, Mário Cesar Aguiar, na solenidade de entrega da Ordem do Mérito Industrial e do Mérito Sindical realizada nesta sexta-feira, 19, em Florianópolis, defendeu no seu discurso a livre iniciativa, o direito à propriedade, a independência do Banco Central, a responsabilidade fiscal, a meritocracia e as reformas tributária e administrativa.
Aguiar disse também que o empresário catarinense pode confiar na Fiesc para a defesa enfática da agenda que o País necessita para se desenvolver. “Em nenhum momento, deixamos de dar voz aos posicionamentos do industrial, de forma transparente e corajosa, mas sempre com serenidade, baseados na Constituição e abertos ao diálogo. Foi o que fizemos, por exemplo, quando empresários foram atacados e quando o direito adquirido foi relativizado, ampliando a insegurança jurídica brasileira a níveis praticamente insustentáveis. E seguiremos em frente, representando o industrial”.
É fato que, desde o início do governo Lula, as principais federações empresariais catarinenses parecem não concordar com os rumos econômicos colocados em prática pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, e que começam a pressionar parlamentares de Santa Catarina e também o governador Jorginho Mello para que exijam do Governo Federal as correções necessárias para que a indústria não seja atingida.





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