Como já tinha adiantado na semana passada, o parecer do procurador-geral da Câmara de Blumenau, Ray Arecio Reis, não encontrou provas suficientes para a abertura de uma CPI para investigar a compra do terreno da nova sede do legislativo blumenauense.
De acordo com a análise de Ray, a aquisição do imóvel foi amparada em critérios técnicos e está aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado. Com isso, não teria por que mobilizar o aparato da Câmara para apurar algo que tem “ausência de fato determinado passível de apuração”. O procurador-geral diz que o processo seguiu todas as regras da ABNT para a valoração do terreno.
Ivan Naatz alegou que a empresa Ibiza Administradora de Bens, que era a dona do terreno adquirido e também desde 2012 aluga para o legislativo o prédio da atual sede, teria recebido informações privilegiadas para comprar o terreno, no início de 2021, e vendido por um valor maior em outubro do mesmo ano.
O ex-presidente da Câmara, Egídio Beckhauser (Republicanos), já tinha informado que a empresa Ibiza tinha comprado esse terreno lá em 2006 e que em 2021foi feito a escritura e por isso que consta um valor muito abaixo do que ele foi adquirido pela Prefeitura de Blumenau.
No caso das informações privilegiadas, Naatz não anexou nenhuma prova que comprovasse que a Ibiza teve facilidades junto a Comissão Especial do legislativo que fez as avaliações dos terrenos que interessavam para a construção da sede.
Se a Procuradoria-Geral tivesse aceitado a denúncia, ainda assim seria necessário o voto favorável de cinco vereadores para que ela caminhasse na Câmara de Blumenau.
Mas o presidente da Casa, vereador Almir Vieira (PP), disse que, se for da vontade dos colegas, uma comissão pode ser criada, mas segundo informações dos corredores da Câmara, essa hipótese está praticamente descartada.
Naatz publicou nas redes sociais que já esperava esse desfecho e que vai recorrer ao Ministério Público, campo em que ele “sabe jogar”, para que essa compra seja investigada.
Veja a entrevista coletiva do presidente da Câmara de Blumenau:





Adicionar comentário