No dia 8 de maio o deputado estadual Ivan Naatz (PL) deu entrada na Câmara de Vereadores de Blumenau com um pedido de a abertura de uma CPI para investigar a compra do terreno que vai abrigar a nova sede do legislativo do município.
Naatz alegou que a empresa que vendeu o terreno teve informações privilegiada para comprar e depois vender o terreno para a Prefeitura de Blumenau e que o valor pago pelo município foi muito superior ao que a empresa pagou para adquirir o imóvel.
A Procuradoria-Geral do legislativo emitiu um parecer onde não encontrou elementos que pudessem dar continuidade ao processo e sugeriu o arquivamento da CPI.
Naatz disse que já esperava pelo arquivamento porque “a Câmara de Vereadores de Blumenau não tem o histórico de fazer qualquer tipo de investigação. Não investigou o contrato firmado com a Foz do Brasil/Odebrecht, não investigou o contrato firmado com a Piracicabana, não investigou as horas extras pagas em número exagerado lá no Samae, portanto a Câmara de Blumenau nunca investigou nada”.
Depois do arquivamento do pedido na Câmara, o deputado estadual ajuizou uma ação popular na Vara da Fazenda para que o Poder Judiciário analisasse os documentos para ver se realmente havia alguma irregularidade.
Mas o juiz designado pela análise do pedido, em nome do Ministério Público, não deu encaminhamento ao processo por também não encontrar elementos que possa justificar a abertura de um processo de investigação.
Com isso, o presidente da Câmara de Blumenau, vereador Almir Vieira (PP), disse que o deputado Ivan Naatz se excedeu na sua fala quando falou mal e de forma pejorativa dos membros da Casa e que vai reunir os 15 vereadores para tomar uma providência contra o deputado estadual.
“Fomos taxados de incompetentes… ele falou que já sabia que isso ia acontecer aqui nessa casa, ele passou por aqui como vereador também, ele sabe o funcionamento da casa, ele disse que nós nunca investigamos nada e não tem vereador a altura para investigar ninguém. Então, infelizmente nós não vamos investigar o que não existe, me perdoa o deputado, mas não vamos investigar o que não existe”, finalizou Almir.





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