A Comissão de Urbanismo de Joinville discute a possibilidade de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Administração Prisional (SAP) do Governo do Estado para que pessoas que estejam no regime semiaberto possa trabalhar na pavimentação de estradas no município.
No dia 16 deste mês houve uma reunião com moradores daquele bairro, vereadores, representantes da Polícia Penal e das Secretarias Municipais puderam analisar os pontos positivos e negativos da proposta. O primeiro teste pode acontecer numa rua residencial de 730 metros do bairro Costa e Silva.
O vereador Wilian Tonezi (Patriota) quer que esse modelo seja testado o mais rápido possível e os moradores presentes na reunião não se opuseram.
Entretanto, o vereador Sidney Sabel (União Brasil) questionou se havia preparo dos condenados para a realização do trabalho. O parlamentar contou que já viveu esse modelo no período em que foi subprefeito do bairro Pirabeiraba e que houve dificuldades entre servidores que supervisionavam o trabalho e os apenados.
O policial Anderson Rodrigo Souza, que é o Superintendente Regional do norte catarinense e que coordena as unidades prisionais de Joinville e região, assegurou que entre os detentos há os que possuem qualificação própria para o trabalho, já tendo realizado esse tipo de trabalho dentro da própria unidade, mas que também seria possível treinar os apenados que não tivessem esse conhecimento.
Esse tipo de parceria já existiu na cidade em outro momento através de um convênio entre a administração municipal e estadual, mas na ocasião aconteceram problemas de fugas e conflitos entre os apenados.
Mas Anderson afirmou que isso não ocorreria porque os envolvidos não gostariam de ter suas penas agravadas ou ficarem sujeitos a uma recaptura. Foi lembrado também que a cada três dias trabalhados, é reduzido um dia da pena.
A MAIOR DIFICULDADE
O banho de água fria veio da Secretaria de Infraestrutura do município, que afirmou que o maior problema para pôr a medida em prática é o transporte das pessoas do regime semiaberto.
O diretor-executivo da pasta, Marcelo Soares dos Santos, disse que hoje já há cerca de 100 pessoas condenadas ao cumprimento de penas alternativas que exercem trabalhos na Seinfra e o superintendente da Polícia Penal afirmou que não poderia oferecer esse serviço para um programa de longo prazo.
Obviamente que é uma boa alternativa para reinserir esse presos no mercado de trabalho, mas precisa que haja o primeiro teste para que se tenha a verdadeira noção de como tudo vai funcionar.





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