Napoleão deve ser o nome escolhido de Jorginho Mello para a relatoria do Universidade Gratuita

O governador Jorginho Mello (PL) quer rapidez na aprovação do projeto Universidade Gratuita dentro da Assembleia Legislativa do Estado e para isso deve indicar um deputado que tenha boa aceitação junto aos outros membros da casa para que a coisa não emperre nas comissões.

É fato que a bancada do Partido Liberal não está entrosada e nenhum dos onze companheiros de partido do governador gozam dessa qualidade. Por isso o deputado Napoleão Bernardes (PSD) deva ser a indicação do Governo Estadual para a relatoria do projeto.

Na visão de Jorginho, Napoleão não só tem bom entrosamento com os demais deputados como goza da confiança do presidente Mauro de Nadal (MDB) e também do deputado licenciado Júlio Garcia (PSD), que mesmo fora da Alesc está atento as movimentações.      

Com relação ao Universidade Gratuita, há dentro da Assembleia três alas que defendem posições diferentes e isso pode impedir que ela entre em vigor já em 2023.

Uma ala defende as universidades filantrópicas que compõe a Acafe. Outra ala defende as universidades privadas, que querem um pedaço desse orçamento, e uma terceira via, como o deputado Matheus Cadorin (Novo), quer calma na apreciação desse projeto para não aprovar algo a toque de caixa sem nenhum critério.

Napoleão deve ser o escolhido porque tem muito deputado dentro da Alesc que está descontente com o líder do governo, deputado estadual Edilson Massocco (PL). Alguns parlamentares dizem não confiar em Massocco e afirmam que o Governo do Estado precisa de alguém mais experiente e que saiba negociar.

Outro ponto que conta em favor de Napoleão Bernardes é que, além de professor universitário, é defensor das instituições comunitárias e tem poder de persuasão para convencer seus pares a aprovar o projeto como está, podendo fazer ajustes para 2024.

AS DIVERGÊNCIAS

A maior briga entre as universidades é pelo fatiamento dos recursos, coisa que as universidades comunitárias não querem, pois temem ter a sobrevivência comprometida, como aconteceu com a Unisul que passou para o controle de um grupo de empresários.

Em suma, o dinheiro público não só mantem os estudos de alunos de graduação, mas também serviços de pesquisa, extensão e atendimento da população na área médica, jurídica, esportiva, cultural e bolsas de mestrado e doutorado.

Nesta quarta-feira, 31, os reitores das universidades que compõe a Acafe, junto com a presidente da entidade, Luciane Ceretta, vão conversar com Jorginho Mello para saber dele como será a divisão dos recursos com a universidades privadas.

A decisão da Acafe é não aceitar nada mais que 20% para a instituições privadas, que querer 30% das bolsas destinadas aos estudantes catarinenses. As universidades privadas estão fazendo lobby usando a mídia e principalmente os deputados estaduais para ganharem mais nesse projeto.

Numa medida ainda improvável, mas muito possível, é que Jorginho Mello peça para Nadal retirar de pauta o Universidade Gratuita para que ele tenha mais tempo para negociar. Então vamos aguardar, pois ele só tramitará na Alesc se tudo estiver alinhavado para a aprovação.

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