Na manhã de terça-feira, 30, na Alesc, o secretário da Fazenda do Estado, Cleverson Siewert, o chefe da Casa Civil, Estêner Soratto (PL) e o secretário da Infraestrutura de SC, Jerry Comper (MDB), participaram da audiência com a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e com a Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa.
Além dos secretários de Estado estavam presentes também os deputados estaduais, deputado federal, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.
O encontro foi para dizer a todos os presentes que o extinto Plano 1000, criado na gestão de Carlos Moisés (Republicanos), seria impossível de ser executada porque a maioria do recurso que deveria ser distribuída durante os próximos cinco anos aos municípios foi prometida para 2023, segundo os membros do Governo do Estado.
Eles informaram também que, com o programa Santa Catarina Levada a Sério + Perto de Você, todos os prefeitos estão sendo recebidos, em reuniões individuais, para que as maiores prioridades sejam atendidas ainda em 2023.
Obviamente que essas falas não agradaram ninguém, principalmente os prefeitos, que esperavam ter boas notícias sobre as obras planejadas para os dois últimos anos de seus mandatos.
E algumas manifestações contra o governo de Jorginho Mello já aparecem em redes sociais, como foi o caso do deputado Marcos Vieira (PSDB), que disse “o governador Jorginho Mello tem que urgentemente rever essa posição. Não há como, não há como fazer convênio de um saldo que a Prefeitura tem a receber. E mais, a burocracia voltou com força e mais da metade não será contemplado, vão se perder e os prefeitos vão ter um prejuízo incalculável daqui para frente”.
Já a deputada federal Ana Paula Lima (PT) escreveu no seu Twitter “que feio governador, tenha grandeza, quem está pagando é o povo catarinense”.
Ela continuou, e escreveu que “o Governador deu calote nos Prefeitos que aguardam o pagamento do Pix, enquanto as obras estão paralisadas nos municípios”.
O ex-governador Carlos Moisés limitou-se a publicar no seu story do Instagram o vídeo com a fala do deputado estadual Marcos Vieira.
CONTINUA COM MOISÉS
Uma ação mais forte sobre as obras paradas no seu município veio do prefeito Mário Hildebrandt (Podemos), de Blumenau, que chegou a produzir um vídeo institucional para explicar que o atual Governo do Estado não repassou as verbas necessárias para a continuidade dos trabalhos.
No vídeo de pouco mais de um minuto, as repórteres mostrado obras paralisadas e dizem que muita gente tem perguntado sobre a paralisação de obras importantes para Blumenau.
Na explicação, elas dizem que 18 obras de grande proporção estão prejudicadas e “o motivo é que desde o começo do ano o Governo do Estado não repassa as verbas do Plano 1000 para Blumenau e para diversas outras cidades de Santa Catarina”.
Segundo o vídeo, Blumenau tem para receber cerca de R$ 45 milhões e que a Prefeitura segue acreditando na sensibilidade do Governo do Estado e espera pela liberação das verbas para retomar as obras no município.
Veja o vídeo produzido pela Prefeitura de Blumenau:





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