O senador Esperidião Amin afirmou no Plenário do Senado Federal na manhã desta quinta-feira, 1, que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) retirou do relatório enviado ao Congresso Nacional mensagens recebidas sobre risco de invasão ao Congresso no dia 8 de janeiro.
Segundo Esperidião, “no primeiro relatório a 11 supressões de ter o ministro chefe do GSI recebido as mensagens entre às 19h40 de 6 de janeiro, inclusive a mensagem que informava que o Congresso Nacional ia ser invadido! A uma supressão comparando o relatório que eu recebi no dia 20 de janeiro, que ainda é segredo. Assumo a responsabilidade de tornar público esse fato. Se quiser me processar, me processe! Eu não vou guardar isso! No dia 9 de maio a ABIN encaminhou o mesmo relatório, retificando a supressão. Ou seja, a ABIN mandou isso para a comissão espontaneamente, sem que ninguém lhe pedisse”.
Amin continuou dizendo que “só tomei conhecimento do novo texto ontem (31/05). Portanto, durante 4 meses nós convivemos com uma falsidade! Um relatório encaminhado pelo Governo, omitindo a responsabilidade do GSI sob aquelas comunicações de que ia ocorrer, inclusive a invasão do Congresso Nacional. Não posso tornar sigiloso um fato histórico. E esse fato histórico determinou – e cumprimento o ministro Alexandre de Moraes – pelo seu despacho no dia 5 de maio em que ele diz “fatos históricos não tem porque ser colocado sob sigilo”.
Há uma forte pressão sobre o Governo Lula para que as informações recebidas antes e no dia da invasão sejam liberadas, pois os relatórios ainda se encontram sob sigilo. Há uma suspeita no Senado Federal que o Governo Federal esteja protegendo o ex-ministro Marco Edson Gonçalves Dias, que caiu depois de ter sido filmado dentro do Planalto no dia das invasões.
Veja o pronunciamento de Esperidião Amin (PP) no Senado:





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