Governadores do Sul e Sudeste vão trabalhar unidos após a formalização do Cosud

No encerramento do 8º encontro do Consórcio de Integração Sul Sudeste (Cosud), realizado em Belo Horizonte nos dias 1 e 2 de maio, os governadores de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul assinaram a Carta de Minas.

Essa carta são compromissos firmados pelos oito Estados depois dos 12 grupos de trabalho apresentarem seus resultados e estudos sobre temas importantes para a modernização da administração pública.

Os governadores também assinaram o Protocolo de Intenções de formação do Consórcio Sul e Sudeste e os projetos de lei de ratificação. Na carta, os Governadores fazem um apelo aos presidentes dos Poderes Legislativos dos estados e aos membros das Assembleias para que apreciem rapidamente essa medida, que fortalecerá a atuação conjunta dos estados que abrigam 56% da população brasileira.

A partir dessa providência, nascerá formalmente o COSUD, o maior Consórcio de Estados do Brasil. “Acho que a gente precisa reforçar aqui a grandeza desse encontro e, de uma vez por todas, reafirmar que o nosso desejo, dos sete governadores, não é ter supremacia em nada. Nós não queremos ser melhor do que qualquer outro estado em nada, só para que a gente não seja mal interpretado. Nós nos juntamos porque representamos 56% da população do Brasil e os nossos estados são referência pelo trabalho”, disse Jorginho.

O governador catarinense lembrou que muitos brasileiros de outros estados moram em Santa Catarina. “Só queremos que nosso poder político seja proporcional ao nosso poder econômico”, completou.

Como já acontece há anos no Congresso, as bancadas do Norte e Nordeste acabam sempre sendo as mais numerosas e isso acaba gerando o envio de recursos federais para os estados que compõe essas regiões.

Segundo os governadores do Sul e Sudeste, como são os maiores geradores de riqueza e de recursos para o Governo Federal, pretendem que seus estados tenham uma valorização compatível com o que é arrecadado.

E a partir da efetivação do Cosud, eles começarão a trabalhar conjuntamente para que essa disparidade dentro do Congresso não seja o fator decisor para a liberação de verbas. A intenção maior é que o presidente da república, seja ele quem for, ouça todos de forma igualitária e não libere as verbas de acordo com o número de deputados na Câmara.  

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