“À maioria dá o teu coração, e à minoria dá o teu perdão” disse Júlio Garcia em Criciúma

Na manhã da última sexta-feira, 1º, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), voltou ao cargo na Prefeitura Municipal depois que a desembargadora Cinthia Beatriz Schaeffer autorizou o retorno com a justificativa de “respeitar a vontade popular” e de permitir que Salvaro retornasse porque “seria necessário o fechamento do exercício do mandato, a fim de prestar contas de sua administração à população que o elegeu e aos respectivos órgãos de fiscalização e controle”.

O vice-prefeito Ricardo Fabris (MDB), que estava a frente da administração desde o dia 3 de setembro, quando Clésio tinha sido preso por conta da Operação Caronte, devolveu o cargo ao prefeito para que ele termine uma trajetória de oito anos à frente da Prefeitura.

Com a presença de várias autoridades, como o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, os prefeitos João Rodrigues (Chapecó) e Orvino Coelho de Ávila (São José), do futuro prefeito Vagner Espíndola (PSD) e seu vice, Salésio Lima (PSD) e dos deputados estaduais Rodrigo Minotto (PSD) e Júlio Garcia (PSD), o evento se transformou numa grande festa.

No seu discurso, Salvaro agradeceu a sua família e a todos que lutaram e rezaram por ele durante o período em que esteve preso e afastado do trabalho. Num trecho da sua fala, Clésio diz que “entro pela porta da frente dessa Prefeitura e sairei pela porta da frente e cumprirei, como diz a liturgia do cargo, a honra de poder passar a faixa de prefeito para aquele que o povo escolheu”.

Outro discurso que chamou a atenção dos presentes foi o do deputado Júlio Garcia, que também foi considerado um dos grandes vitoriosos da eleição municipal de 2024 por conta da vitória de Vaguinho.

Numa entrevista que deu para a rádio Som Maior no dia 15 de abril deste ano, Júlio falou que tinha muita água para passar debaixo da ponte quando Ricardo Guidi (PL) ainda era o grande favorita para vencer a eleição em Criciúma.

Na mesma entrevista, o deputado estadual profetizou naquela época que “a vida não acaba no dia 6 de outubro as cinco da tarde. As vezes começa ali”.

E no seu discurso que fez na Prefeitura de Criciúma na sexta-feira, Júlio Garcia disse que não esqueceu de tudo que ouviu na campanha eleitoral de membros do PL, quando ironizavam e faziam gestos contra o PSD pela prisão do prefeito da cidade.

“Hoje nós estamos aqui a comemorar. A comemorar a tua volta, mas essa volta ela é precedida de uma curta história em meio a uma campanha eleitoral… tem a minoria que tripudiou, tem a minoria que passava pela gente e fazia assim (sinal de grade), tem a minoria que te chamava de uma série de objetivos que por respeito não vale a pena repetir, outros praticaram atos contrários até a que consideramos republicanos e tantas outras coisas que não vale a pena repetir”, falou Júlio Garcia.

Num outro trecho, Garcia disse também que “a decisão de ontem vai ficar para a história, o dia de hoje vai ficar para a história”.

No fim, ele fala que “fica aqui, como teu amigo e as vezes conselheiro, uma sugestão… a maioria dá o teu coração; a minoria, como diz uma passagem bíblica, quando Jesus disse ao pai ‘perdoa, eles não sabem o que fazem’… eles são humanos e podem errar, a eles dá o teu perdão”.

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