No último domingo os petistas de todo o Brasil foram as urnas escolher seu novo presidente nacional, estadual e os presidentes de diretórios municipais.
Na eleição em Santa Catarina, 64.125 filiados poderiam ir votar nessa eleição, mas apenas 9.210 apareceram, mostrando a baixa mobilização entre os membros do partido aqui no Estado.

Na eleição para a presidência do PT catarinense, disputavam o cargo os deputados estaduais Padre Pedro Baldissera, Luciane Carminatti e Fabiano da Luz e os vereadores de Florianópolis Carla Ayres e Bruno Ziliotto.
De acordo com o resultado oficial, haverá uma nova votação entre os dois mais votados no próximo dia 27 de julho para se conhecer quem comandará o partido a partir deste ano para coordenar as ações na eleição de 2026.
Fabiano da Luz, que é o candidato apoiado pelo atual presidente Décio Lima, recebeu 3.082 votos, bem menos do que o grupo esperava para resolver a eleição já no primeiro turno. Quem vai com ele para o segundo turno será a deputada Luciane Carminatti, que recebeu 2.955 votos.
O terceiro colocado foi Padre Pedro Baldissera, com 2.040 votos; seguido de Carla Ayres com 668 votos e Bruno Ziliotto com 216 votos. Membros do partido dizem que essa eleição foi muito fragmentada, onde cinco grupos distintos lutavam pelo controle do PT em Santa Catarina.
Na escolha nacional, o candidato do presidente Lula e de Décio Lima, Edinho Silva, foi o escolhido pela maioria, recebendo 5.454 votos.
EDINHO SILVA É O NOVO PRESIDENTE NACIONAL
Na eleição nacional do PT que ocorreu no último domingo, 6, Edinho Silva foi confirmado na segunda-feira, 7, como o novo presidente nacional do partido. Essa será a segunda vez que assume esse cargo, pois na eleição de 2009, ele foi eleito presidente do partido com mais de 90% dos votos dos filiados.
Edinho já foi vereador em Araraquara (SP), foi prefeito da mesma cidade em 4 mandatos, foi deputado estadual por São Paulo de 2011 a 2015, e coordenou a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Foi também ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) no governo de Dilma Rousseff (PT).
Segundo Edinho Silva, o partido precisa trabalhar para ter um sucessor de Lula. “O PT precisa se preparar para o pós-Lula, quando o presidente não estiver mais nas urnas. O sucessor do Lula não será um nome, será o PT forte, organizado e totalmente em sintonia com a sociedade brasileira. O PT forte construirá nomes”, disse.
Ele refeito defendeu ainda que a sigla precisa ser atuante em assuntos como transição energética, mudanças climáticas, crise da democracia representativa, segurança pública e precarização do trabalho.
Apoiado por Lula nessa eleição interna, Edinho diz que o êxito do governo federal significa o êxito do partido, e que é necessário manter o espaço de diálogo entre as duas instituições.
“Quando necessário, o PT tem que construir espaços de mobilização social, nas redes e nas ruas, para dar sustentação política ao governo. Mas também cabe ao PT, por meio dos movimentos sociais, dos nossos parlamentares, disputar a agenda política do governo”, afirmou.





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