A vice-governadora Marilisa Boehm (PL) já foi avisada que não ficará com o cargo na eleição de 2026 e já foi colocada para disputar uma vaga na Câmara Federal, representando o Norte do Estado, na eleição do ano que vem.
Com isso, o governador Jorginho Mello (PL) vai usar essa vaga para atrair o prefeito Adriano Silva (Joinville), e consequentemente o partido Novo, e também o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto (PSD).
No caso de Topázio, ele teria que trocar de partido e tudo já estaria bem encaminhado para a sua volta ao Republicanos. O prefeito de Florianópolis esteve no encontro do partido, que aconteceu na Capital na última segunda-feira, 7, e conversou com o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira.
Antes de aceitar ser vice de Gean Loureiro (UB) na eleição de 2020, o prefeito da Capital era filiado no Republicanos, mas mudou para o PSD porque o partido era da base do ex-prefeito.
Tanto Topázio quanto Adriano Silva já disseram que não querem disputar nenhum cargo em 2026 e que pretendem completar os seus mandatos nas suas Prefeituras. Só que em política, nada é definitivo, e o que se diz hoje pode ser mudado amanhã.
Joinville é a cidade com maior número de eleitores e Florianópolis é a segunda e ambas estão situadas em regiões importantes e politicamente muito fortes.
Só que tem um partido na base do Governo do Estado que pode demover a vontade de Jorginho Mello de querer ter Adriano Silva ou Topázio Neto como vice. O MDB aceitou apoiar o governador não só pelas Secretarias que ganhou, mas quer também ter um dos seus no segundo cargo mais importante de Santa Catarina.
O primeiro que vislumbrou essa possibilidade foi o deputado estadual Antídio Lunelli e com a abertura do governador em achar interessante essa ideia naquela ocasião, o presidente estadual do MDB, deputado federal e atual secretário de Agricultura Carlos Chiodini, colocou o seu nome no topo da lista emedebista e vai trabalhar para que o Massa Bruta fique com a candidatura a vice.
Hoje, Jorginho Mello já tem na sua coligação, além do seu PL, o Republicanos e o MDB. O PP foi o primeiro partido que entrou no Governo do Estado em 2023, mas hoje ainda não definiu a sua posição por causa da Federação que fez com o União Brasil, pois ambos são obrigados a estarem juntos em 2026 e em 2028.
Certo mesmo é que a máquina do Estado está trabalhando a todo vapor em favor da reeleição de Jorginho Mello e a maioria dos partidos precisa de uma coligação forte para eleger seus deputados estaduais e federais e, quem sabe, colocar um dos seus numa das vagas do Senado e também nas suas suplências, que vão servir também de moeda de troca na eleição.





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