O brasileiro não tem noção do tamanho da nossa dependência para com os Estados Unidos. Um exemplo muito simples é o GPS (Global Positioning Satellite), que a maioria das pessoas usam para se locomoverem nas cidades diariamente.
Obviamente que todo brasileiro acha que nunca precisou pagar nada para usar este serviço. Mas saiba que no preço final do aparelho que você compra tem uma pequena porcentagem que é enviada para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, mais conhecido como Pentágono, que comanda o Exército, a Marinha e a Aeronáutica dos americanos.
Trata-se de uma tecnologia de posicionamento, navegação e geolocalização de pessoas, objetivo, veículos e lugares que foi desenvolvida pelas agências militares e atualmente está sob o controle da Força Aérea dos Estados Unidos.
Como o Brasil nunca tirou do papel o projeto de um GPS próprio, como tem a China, a Índia, a Europa, a Rússia e o Japão, nós fomos obrigados a usar o GPS dos Estados Unidos através de um contrato de cooperação.
Este serviço de GPS americano é usado para sincronizar os semáforos das cidades brasileiras, serve para fazer funcionar 80% dos nossos poços de petróleo, 70% da nossa mineração usa GPS e 75% da agricultura no Brasil também usam máquinas agrícolas que dependem do GPS para funcionar.
Bancos no Brasil tem serviços que são sincronizados através do GPS e se o nosso Governo Federal começar a se mostrar muito contrário ao governo dos Estados Unidos, eles podem de uma hora para outra cortar a conexão com o Brasil e parar quase que por completo a nossa economia.
É por essas e outras que os Estados Unidos é considerado a nação mais poderosa do mundo, pois eles não só controlam o câmbio mundial, mas disponibilizam serviços que, direta ou indiretamente, acabam colocando outras nações de joelhos do poderio americano.
É por isso que o presidente norte-americano Donald Trump não tem receio algum em confrontar o presidente Lula, pois ele sabe que o nosso governo, além de frágil econômica e politicamente, tem uma dependência para se manter competitivo que poucos países no mundo não têm.
Trump não quer só proteger os países que rezam a sua cartilha, mas quer também deixar um recado claro para que o Brasil pense duas vezes antes de se aliar com quem deseja lutar contra os Estados Unidos.
Os americanos são extremamente bairristas? Sim, são e até se orgulham disso. Mas eles não cometem a estupidez de sair atacando um país mais forte do que o deles sem ter a certeza de que vão vencer, como fez o presidente Lula da Silva.





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