Os deputados estaduais Padre Pedro Baldissera, que foi um dos cinco candidatos à presidência do PT de Santa Catarina, e Neodi Saretta vão se reunir nesta segunda-feira, 14, com os também deputados estaduais Fabiano da Luz e Luciane Carminatti para propor um acordo antes da eleição do segundo turno.
A proposta de Padre Pedro e Saretta é que Fabiano e Luciane dividam o próximo mandato da presidência do PT de Santa Catarina, onde cada um ficaria dois anos no comando do partido. Eles vão sugerir também que a executiva estadual seja composta por pessoas ligadas as cinco chapas que disputaram a eleição interna. Além de Padre Pedro, Fabiano da Luz e Luciane Carminatti, disputara a presidência do PT aqui no Estado os vereadores de Florianópolis Carla Ayres e Bruno Ziliotto.
“Esse acordo, que levaremos à Luciane e ao Fabiano, tem como objetivo fundamental garantir a unidade partidária, com o compartilhamento do comando em dois períodos, de dois anos para cada um deles, e a não realização do segundo turno. A proposta também pressupõe compartilhar as responsabilidades partidárias entre todas as forças internas e o fortalecimento do projeto do PT para eleições gerais de 2026”, explicou Padre Pedro, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, realizado no último dia 6.
A proposta de unidade que compartilharia o comando do PT catarinense nos próximos quatro anos tem como foco as eleições de 2026, quando o partido, segundo suas lideranças, precisa estar unido e coeso para garantir a reeleição de Lula, tentar eleger o governador de Santa Catarina e fazer o maior número possível de parlamentares federais e estaduais.
A proposta de dividir os cargos na executiva estadual seguiria, segundo Padre Pedro e Neodi Saretta, a proporcionalidade das votações, contemplando todas as correntes internas que hoje existem dentro do PT. Décio Lima, que é o atual presidente do partido em Santa Catarina, já foi comunicado da proposta.
“Um gesto de responsabilidade para unificar o PT diante dos desafios da conjuntura nacional e estadual, fortalecendo o projeto de reeleição do presidente Lula, e construir uma chapa forte e consistente para a disputa do governo do estado e do senado em 2026. E a executiva estadual também seria composta por acordo, contemplando todas as correntes internas”, disse Saretta.





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