O deputado federal catarinense Gilson Marques (Novo) é favorável a isenção do Imposto de Renda para quem ganham até R$ 5 mil por mês, mas não quer que o Governo Federal crie outros impostos para compensar a perda da receita.
Ele defende também que, para quem ganha até R$ 7.350,00 por mês, também tenha a redução da alíquota do IR cobrado direto na fonte.
A sua proposta foi apresentada na quarta-feira, 16, na Comissão Temporária que analisa o PL 1087/2025, que altera o imposto de renda.
Em contraposição à proposta do Governo Federal e do relator, dep. Arthur Lira (PP-AL), que pretendem elevar a carga tributária total das empresas dos atuais 34% para até 41%, Marques aponta sete cortes de gastos que permitem a desoneração sem gerar déficit.
Pra o deputado catarinense, o Governo Lula deveria colocar um fim de supersalários, vender participações do BNDES e cortar as verbas de luxo como diárias, passagens e publicidade oficial.
“Não faz sentido penalizar o contribuinte comum enquanto privilégios são mantidos. Quem precisa de alívio fiscal é o trabalhador, não Brasília”, afirmou Gilson Marques.
A proposta também atualiza o limite de faturamento do MEI para R$ 144.642,86.
Segundo o parlamentar, a sua proposta geraria o impacto líquido consolidado de um superávit de R$ 13,84 bilhões até 2028, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês, com a redução para quem ganha até R$ 7.350,00, foi aprovada pela Comissão por unanimidade. Já as medidas de compensação por aumento de tributos contaram com 5 votos contra: Gilson Marques (Novo), Carlos Jordy (PL-RJ), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Phelippe Orleans e Bragança (PL-SP) e Joaquim Passarinho (PL-PA). Agora a matéria segue para o Plenário para ser votada pelos demais parlamentares.
Veja o vídeo publicado nas redes sociais de Gilson Marques (Novo):





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