Moisés vai deixar o Republicanos e o destino deve ser uma antiga aliada

É bem provável que a deputada estadual Paulinha Silva (Podemos) tenha sido a mais fiel aliada do ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) no período em que ele esteve a frente do governo de Santa Catarina.

Em 2022 ele não conseguiu se reeleger, perdendo a eleição para Jorginho Mello (PL), que mais tarde, mais precisamente em 2024, tirou Moisés da presidência estadual do Republicanos depois de fechar um acordo com o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira, que aceitou a indicação do também deputado federal Jorge Goetten e do irmão de Jorgino, Juca Mello, para tocarem o partido em Santa Catarina.

Carlos Moisés continuou filiado, mas não pensa em disputar a eleição de 2026 pelo Republicanos, pois teria que apoiar a reeleição de Jorginho Mello.

Então, ele agora procura um novo partido e novamente a deputada Paulinha o estende a mão para que ele retorne ao cenário político no ano que vem. Essa informação já tinha surgido no início do mês de junho, mas Carlos Moisés negou e desconversou.

Mas agora o assunto volta à tona e com mais força, já que o ex-governador Moisés vai precisar de um novo partido e não pode perder muito tempo, já que a campanha iniciou muito antes do que todos imaginavam.

O problema é que o Podemos de Paulinho também deve apoiar a reeleição de Jorginho Mello e aí Moisés se vê na mesma situação do Republicanos. Só que no Podemos, Carlos Moisés já teria tido o consentimento da presidente estadual de ser o candidato a deputado federal da sigla sem precisar apoiar abertamente o atual governador, se tornando uma espécie de candidato independente.

O Podemos tem interesse em Moisés não só pela amizade que nutre com Paulinha Silva, mas também por entenderem que ele pode ser um nome forte no sul do estado e com possibilidade de vitória.

Se realmente confirmar uma boa votação em 2026, Carlos Moisés poderia ainda ajudar muito com os votos da legenda, o que pode até garantir uma segunda vaga para o partido na Câmara Federal no ano que vem.

Como diz o deputado estadual Júlio Garcia, eleição não se decide com o fígado e a disputa tem uma lógica que geralmente se confirma nas urnas. Obviamente que quem vai mostrar se a candidatura de Carlos Moisés é viável ou não serão as pesquisas internas.

Mas por ter sido governador do Estado e por ter feito obras importantes em várias cidades de Santa Catarina, imagina-se hoje que ele pode buscar votos em todas as regiões.

Fato é que Moisés não tem muitas opções, pois teria dificuldade de se destacar nos partidos maiores por ter que disputar internamente com outros fortes nomes, e nos menores não há nenhum outro com a estrutura do Podemos que lhe daria a condição de se eleger deputado federal.

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