O domingo foi marcado por várias manifestações pró-Bolsonaro (PL) e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e em favos da anistia dos acusados do 8 de janeiro.
A figura mais marcante dessas manifestações foi o filho número 2 do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, que esteve em duas cidades catarinenses para mostrar que começa a querer se aproximar do eleitor aqui do Estado.
Na parte da manhã de domingo, Carlos, apoiado pelo deputado federal Daniel Freitas (PL) e pelo deputado estadual Jessé Lopes (PL), estava em Criciúma, no sul do Estado, que hoje é considerada a região mais forte do espectro bolsonarista de Santa Catarina. O bolsonarismo é tão forte no Sul que algumas cidades da região não tiveram candidatos de esquerda nem a vereador na eleição municipal de 2024.
Em Criciúma, Carlos Bolsonaro preferiu não subir no caminhão do som e nem fazer discurso e preferiu apenas participar da caminhada com os manifestantes fazendo o corpo a corpo com o possível futuro eleitor.
MANIFESTAÇÃO NA CAPITAL
Terminada a manifestação de Criciúma, a tarde Carlos Bolsonaro pegou a estrada e se encaminhou para Florianópolis para participar do evento que iniciava as 16 horas.
A piada do dia foi saber se os Estados Unidos cortassem o uso do GPS, se Carlos saberia ir de Criciúma para Florianópolis sozinho.
Já na Capital, Carlos Bolsonaro teve uma participação mais contundente, subindo no carro de som e fazendo um discurso dizendo que “o Brasil todo não aguenta mais tanta injustiça que acontece no país”.
Ele clamou o fora Lula e fora Alexandre de Moraes e disse que ambos não respeitam o povo brasileiro e não merecem ocuparem os cargos que ocupam hoje. A frase de impacto foi que “a eleição de 20226, sem Jair Bolsonaro, isso sim é golpe”.
NÃO ENCONTROU JORGINHO
Apesar de ser o político que mais rivaliza com o presidente Lula aqui no Estado, o governador Jorginho Mello (PL) não se encontrou com o filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, nas manifestações de Criciúma e de Florianópolis no domingo.
Na de Criciúma, Jorginho sequer compareceu e em Florianópolis o governador só chegou depois que Carlos já tinha ido embora.
Pessoas próximas do governador disseram que o desencontro foi apenas uma coincidência, mas esse desencontro reacende rumores sobre o distanciamento entre os dois. Na semana passada, Jorginho declarou à imprensa que ainda não havia definição sobre a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
O governador falou para a colunista Karina Manarin que “estou conversando com todo mundo, de sangue doce. Foi aventado de o Carlos Bolsonaro ir para o Espírito Santo, para Roraima ou para Santa Catarina, onde o bolsonarismo é muito forte e ele ganha, mas não tem nada de definitivo”.
Jair Bolsonaro quer decidir sozinho quem serão os candidatos ao Senado de todos os Estados, mas Jorginho também já afirmou que, em Santa Catarina, quem defini os nomes é ele.
Na verdade, Jorginho Mello quer dar uma vaga ao senado para o PL, e para ele a candidata seria a deputada federal Caroline de Toni, e a outra quer ficar livre para negociar com outros partidos.
O sonho do governados de SC é ver João Rodrigues disputando a cadeira do Senado na sua coligação, mas isso tá cada vez menos provável. Então ele já ventila dar a segunda vaga do Senado para Esperidião Amin (PP), para um nome do MDB e até para um candidato do partido Novo.
O problema para Jorginho é que em Roraima e no Espírito Santo também há conflitos para que Carlos Bolsonaro seja lançado a candidato a senador por lá. Então ele pode ser colocado goela abaixo do governador na eleição do ano que vem e isso causaria um desconforto maior do que o que já existe entre Jorginho e a ala bolsonarista do PL catarinense.






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