Décio Lima elegeu o presidente do PT de SC e agora assume vaga no Diretório Nacional

No domingo, 3, o PT deu posse ao novo presidente do diretório nacional, Edinho Silva, e também apresentou os membros da executiva que representarão os Estados dentro do Diretório Nacional.

Depois de conseguir eleger o deputado estadual Fabiano da Luz como presidente estadual do PT, Décio Lima e o pastor Luís Sabanay é que, pelos próximos 4 anos, vão representar Santa Catarina no Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.

O presidente nacional do Sebrae quer ampliar o diálogo com a população e fortalecer o projeto de reeleição do presidente Lula. “Eu e o Sabanay temos agora a responsabilidade de trabalhar firmes, ouvir as pessoas e ampliar o diálogo com temas de interesse da população e que nos levem a esta conquista em Santa Catarina”, afirmou Décio

Já Sabanay disse que “o desafio é ampliar o diálogo com as pessoas, ouvir suas demandas e buscar soluções. Quando falamos do contingente de evangélicos no Brasil, estamos nos referindo a quase 27% da população equivalente a 47 milhões de brasileiros. E, em Santa Catarina, queremos mostrar a nossa missão”.

Sobre as alianças políticas, o diretório nacional vai trabalhar para replicar a bem-sucedida estratégia que levou Lula à vitória na eleição de 2022.

Pois bem, nacionalmente o PT parece mais unido do que o PT catarinense. por aqui, teve-se 5 candidatos que disputaram o comando da legenda e esses 5 candidatos representaram cinco correntes distintas que, não se sabe por que, não se fundiram.

Durante o segundo turno o candidato derrotado Padre Pedro Baldissera sugeriu que Fabiano da Luz e Luciane Carminatti, que foram para o segundo turno, dividissem o mandato e que fosse colocado na executiva estadual representantes de todas as correntes.

Décio Lima e Fabiano da Luz não aceitaram e eles, mesmo por uma margem pequena, venceram a eleição interna e vão mandar no partido por mais 4 anos.

Então, presume-se que o PT de Santa Catarina continuará dividido porque as outras 4 candidaturas surgiram justamente porque não concordavam com o jeito de Décio tocar o PT aqui no Estado.

Resumindo, o partido está dividido e Décio e Fabiano não terão o controle da base que está fragmentada. Mesmo presidindo o Sebrae, que tem força nacional e um orçamento de cerca de 6 bilhões, a eleição de Fabiano da Luz não refletiu o poderio que a executiva nacional tem com o presidente Lula. A mobilização para a eleição interna do PT catarinense foi tão baixa que, dos quase 64 mil filiados, apenas 8 mil saíram de casa para votar.

O recado que ficou foi que o PT em Santa Catarina está rachado, desmobilizado e com uma perspectiva eleitoral para 2026 muito aquém do que se esperava.

Em Santa Catarina, o PT tem apenas 7 prefeituras pequenas entre os 295 municípios e tem 2 deputados federais e 4 estaduais. Somados, dá-se o número 13 que hoje parece representar uma força ainda menos da eleição de 2022 e da de 2024.

Os históricos aliados, como Psol, PCdoB, PDT, PV e outros partidos de esquerda já pensam em não apoiar Décio Lila para o Governo do Estado e já lançaram o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré (Psol) para disputar o mesmo cargo.

Então, resta saber se o Governo Lula vai ajudar ou atrapalhar ainda mais a eleição do PT em Santa Catarina. Até agora não tem somado e se o PT catarinense continuar na mesma linha de Décio Lima, pode chegar em 2026 atrapalhando até a reeleição do presidente da República.   

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