Quem tem razão no caso da Policlínica do Vale do Itajaí?

No início de abril deste ano a deputada federal Ana Paula Lima (PT) anunciou ter conseguido junto ao Governo Federal a liberação de R$ 30 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção de uma Policlínica em Blumenau.

Ficou da Prefeitura de Blumenau e o Governo do Estado conseguirem um terreno para fazer a obra. Nesta semana a administração municipal recusou o recurso porque, segundo uma nota enviada para a imprensa, não ter um terreno público aceito pelo Governo Federal para fazer a obra.

A Prefeitura de Blumenau informou também que “indicou dois imóveis, que não atenderam às exigências do Governo Federal. Sobre uma possível desapropriação de um terreno particular, seria necessário buscar recursos”.

 A nota diz também que, como esse recurso é para a construção de uma unidade de saúde para a atender toda a região do Vale Europeu, seria possível construir a Policlínica em outra cidade que tenha um terreno.

O fato é que a Prefeitura de Blumenau quer mesmo é fazer uma parceria com o Governo do Estado para fazer com que o Hospital Universitário da FURB volte a atender pacientes do SUS.

Diante de todo esse imbróglio, essa destinação de recursos virou, mais uma vez, uma briga política entre a direita bolsonarista e a esquerda lulista. Como estamos à beira de mais uma eleição, os dois lados não querem que o opositor leve as glórias por uma obra tão importante que beneficiaria a população da região do Vale do Itajaí.

Os políticos de Santa Catarina vivem reclamando que o Governo Federal, seja quem for o presidente da República, não devolve tudo que é arrecadado aqui, mas quando tem R$ 30 milhões para construir uma Policlínica, tratam com indiferença e não conseguem sequer achar um único terreno.

Vale lembrar que a antiga e a atual administração municipal de Blumenau lutou muito para assumir o Complexo Esportivo do Sesi; adquiriram a antiga sede da Unimed por R$ 11,7 milhões e comprou em 2023 uma sala comercial de 2 mil metros quadrados no centro da cidade, que está sem uso até hoje, por 120 parcelas de R$ 62 mil mais condomínio de R$ 12 mil por mês.

Diante de tudo isso, imaginamos que a falta de um terreno não deve ser por falta de dinheiro na Prefeitura. Então, esperamos agora que outra cidade vizinha aceite os R$ 30 milhões e tenha a competência e vontade de achar um terreno para construir a Policlínica no seu território para que o morador do Vale Europeu não fique sem atendimento.

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