Na briga interna do PL de Blumenau quem saiu ganhando foi o MDB

Pode-se dizer que o PL de Blumenau é literalmente um partido, ou melhor, está partido em fatias onde cada grupo puxa para um lado e ninguém se entende.

A administração do prefeito Egídio Ferrari (PL), sob o comando do ex-prefeito João Paulo Kleinubing (PL), começou fazendo a limpa dos nomes que eram próximos do também ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL).

Com a CPI do Esgoto na Câmara Municipal, percebeu-se ainda mais que a ala de Mário jogou toda a culpa do 5º aditivo para cima do prefeito Egídio.

Agora surge mais um “problema” político dentro do PL, onde o executivo municipal decidiu exonerar dois comissionados indicados pelo presidente da Câmara, vereador Ito de Souza (PL), depois de ser aprovado no legislativo o requerimento 1.846 de autoria dele.

Esse requerimento convoca o secretário de Conservação e Manutenção Urbana, Daniel Hostins, que é o presidente municipal do MDB, para dar explicações sobre o edital 55/2025, que foi suspenso porque, segundo a Procuradoria-Geral do Município, havia nulidades que afrontam os princípios constitucionais da legalidade e da eficiência da moralidade administrativa.

Esse edital previa a contratação de empresas para realizar diversos serviços de manutenção na cidade, como drenagem, movimentação de terra, manutenção de praças, parques, pontes, limpeza de rios e macadamização de vias. O processo estava dividido em três lotes, com valores iniciais de R$ 18 milhões, R$ 12 milhões e R$ 5 milhões.

Na fala de Ito na sessão de terça-feira, 5, ele exigiu também explicações de Daniel sobre quem pediu e autorizou a nomeação do funcionário Matheus Eduardo Garbin na sua Secretaria e quem foi que concedeu a ele 100% de gratificação sobre o seu salário.

Segundo o presidente da Câmara, o cartão do funcionário “só tinha relacionado esquecimento de bater”. O vereador quer saber quais atribuições foi designada a ele e de que forma foi feito o controle de frequência e produtividade no tempo que esteve na Seurb.

Ito disse também “se vocês virem o cartão desse servidor, vocês vão ter vergonha de dizer que a gente faz indicação de servidor público, uma vergonha. Peço que esse requerimento seja aprovado e que a gente possa realmente punir, no mínimo devolver o dinheiro desses meses todos em que ficou batendo e saindo, passeando por aí, conforme consta no cartão-ponto”.

O vereador pediu também que os responsáveis, como o secretário e diretores, também sejam responsabilizados pela indicação do servidor. “Tem que ser punido. Quantas e quantas nós 15 vereadores solicitamos, sim, dentro da legalidade, indicação de gratificação para servidor que trabalha. É não, é não, é não. Agora, o amiguinho do amiguinho 100%”.

O secretário Daniel Hostins, que tem proximidade com Mário Hildebrandt e está nesse cargo por conta da cota do MDB, estava a perigo e até com possibilidade de ser trocado, mas depois das ações de Ito, a Prefeitura de Blumenau decidiu mantê-lo muito provavelmente para “afrontar” o presidente da Câmara Municipal.

Coincidentemente, a Mesa Diretora da Câmara de Blumenau exonerou na quinta-feira, 7, a comissionada Karla Althoff, que é a esposa do secretário de Gestão Governamental, Marcelo Althoff, e que ocupava o cargo de Coordenadora de Rádio Escuta na Câmara Municipal.

Então, vamos ver até onde vai essa queda de braço entre todos esses membros do PL, que visivelmente não trabalham juntos e não parecem querer que isso mude.

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