MDB não vai esperar 2026 para garantir o melhor espaço na coligação de Jorginho Mello

O governador Jorginho Mello (PL) trabalhou desde o início de 2024 para ter o MDB catarinense do seu lado, mas a eleição municipal empurrou essa decisão para este ano e no mês de março a executiva emedebista decidiu entrar no Governo do Estado.

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) já tinha assumido a Secretaria de Infraestrutura no início de 2023 e em 2025 Jorginho queria dar apenas mais uma secretaria para o MDB para tê-lo do seu lado.

Mas como o MDB é um partido que não se entrega por pouco, o governador se obrigou a dar mais três secretarias (Agricultura, Meio Ambiente e Economia Verde e Fesporte) para conseguir o apoio do Massa Bruta na Assembleia Legislativa.

Mas o MDB não vai apoiar Jorginho na sua reeleição em 2026? Muito provavelmente que sim, mas como a decisão de entrar no governo não foi unânime na executiva estadual, o MDB disse para Jorginho Mello que essa decisão seria tomada mais para frente.

Por quê? Justamente porque o partido pensa em ter um espaço de destaque na coligação que vai buscar a reeleição do governador.

Hoje, o MDB quer a vaga de vice na chapa de Jorginho e há dois nomes dentro do MDB que já estão de olho nessa vaga. O que pensa nisso a mais tempo é o deputado estadual Antídio Lunelli, mas o favorito é o presidente do partido, deputado federal e secretário Carlos Chiodini.

Quando Lunelli colocou essa possibilidade para ele, Chiodini percebeu que o MDB poderia sim ter este espaço e viu também uma boa possibilidade de apagar a derrota que teve em Itajaí em 2024justamente para o PL do prefeito Robison Coelho.

E como tem muitos partidos querendo barganhar com o governador Jorginho Mello, o MDB não quer esperar chegar 2026 para negociar o seu apoio nas próximas eleições. O MDB é o segundo no número de prefeitos em Santa Catarina tem, com 70; tem 6 deputados estaduais, 3 cadeiras na Câmara Federal e 1 senadora.

Esse peso político fará diferença na eleição de 2026 e o MDB sabe que pode exigir mais que a federação União Progressista, que tem o PP e o União Brasil, e muito mais que o partido Novo do prefeito de Joinville, Adriano Silva.

Partido Novo que já lançou o deputado federal Gilson Marques como pré-candidato ao Senado e já pensa em ficar com a segunda na coligação de Jorginho para estar com ale no ano que vem.

A Federação União Progressista também quer um espaço considerável e já definiu que Esperidião Amin (PP) é o seu candidato ao Senado. Com isso, quem se mexer primeiro, vai ficar com o pedaço do bolo mais recheado.

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