A enigmática fala de Esperidião Amin na Câmara Municipal de Joinville

Na segunda-feira, 11, numa sessão solene, a Câmara de Vereadores de Joinville entregou para o senador Esperidião Amin (PP) o Título de Cidadão Honorário, proposto pelo presidente do legislativo, vereador Diego Machado (PSD).

A homenagem soou estranho, pois Joinville foi onde o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) criou raízes e seu principal adversário foi justamente Amin. Mas nas conversas de bastidores, se falou muito no agrado do PSD para o senador, pois ele tem poder de decisão dentro da Federação União Progressista (PP e União Brasil) e estaria mais inclinado a seguir com o governador Jorginho Mello (PL) e não com o prefeito João Rodrigues (PSD) na eleição de 2026.

Mesmo assim, tudo seguiu dentro da normalidade, onde inclusive o prefeito Adriano Silva (Novo) fez questão de estar presente para parabenizar Amin. “Agradeço esse reconhecimento com humildade e compromisso. Isso me dá muito estímulo para fazer um pouco mais e melhor. Quero que cada joinvilense saiba que vou levar a capricho” declarou Esperidião.

Além de Adriano Silva, estavam presentes também o senador Sergio Moro (UB-PR); o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado estadual Júlio Garcia (PSD); o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar; o desembargador Ricardo Roesler e a maioria dos vereadores da cidade.

Adriano Silva agradeceu Amin e disse não se recordar de um momento tão difícil em que o Brasil está vivendo quando as instituições estão sendo colocadas em xeque, os poderes estão se misturando e poucos tem a clareza dos pontos que devem ser definidos, se referindo ao atual cenário político nacional.

Mas a fala mais enigmática da solenidade veio mesmo no discurso de Esperidião Amin. Ele disse que “pensar em arrombar portas e achar atalhos, não é assim. Até porque nós temos razão, nós estamos do lado certo. E tanto quanto eu conheço da situação, os fatos que virão à tona já nesta semana, vão mostrar que algumas discrepâncias na nossa organização política da democracia brasileira, tem que ser alteradas. Mas tem que ser alteradas entre o grupo da democracia. Nesta semana nós já teremos com mais clareza como a narrativa foi imposta como se fosse verdade. E como toda narrativa não baseada na verdade, ela forçou a barra”.

Ninguém soube explicar ao certo sobre o que Amin se referia, mas é muito provável que, segundo a fala do senador, apareça fatos novos no inquérito do 8 de janeiro. Em julho deste ano Esperidião chegou a dizer que “Alexandre de Moraes abre o inquérito, investiga, acusa, condena e fica por isso mesmo”.

Falou também que “a única possibilidade é pará-lo. Alguém tem que pará-lo e quem tem que parar é o Senado”.

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