O Partido Liberal de Santa Catarina tá sofrendo uma grande crise de identidade, pois a ala bolsonarista ainda não aceita muitos integrantes que foram buscados pelo governador Jorginho Mello só para disputar as eleições municipais de 2024.
Muita gente que estava em partidos de centro, como MDB e PSDB, e até outros que já frequentaram a esquerda, tendo registros de filiação no PV, PSB e até no PT de Lula da Silva.
Mas só para lembrar, o único presidente da República que o PL ajudou a eleger foi Luiz Inácio Lula da Silva (PL), lá em 2002.
O partido foi criado em 1985, depois da democratização do país, e nas eleições de 1994 apoiou a eleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); na eleição de 1998 apoiou o candidato Ciro Gomes, do PPS e, em 2002, Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL até hoje, foi chamado para conversar com Lula sobre a eleição daquele ano.
O PT percebeu que precisava se aproximar do Centro e ofereceu a vaga de vice-presidente para o PL, que indicou o empresário e senador de Minas Gerais, José Alencar, onde ele e Lula acabaram sendo eleitos naquele ano, ficando na presidência até o ano de 2010.
Depois disso, o PL apoiou as duas eleições de Dilma Rousseff (PT) e só rompeu com o PT no impeachment da presidenta, mas continuou apoiando a gestão de Michel Temer (MDB) até o final.
Em 2018, quando Jair Bolsonaro se elegeu presidente, o PT não estava com ele, mas sim com o tucano Geraldo Alckmin, que ficou na quarta posição daquela eleição e sequer foi para o segundo turno.
O PL era um dos partidos que estava no centro do escândalo do Mensalão e Valdemar da Costa Neto chegou a ser preso pela acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Jair Bolsonaro só assinou a ficha de filiação no PL em 2021 para disputar a reeleição em 2022, mas acabou perdendo a disputa para Lula e agora está inelegível até 2030.
Os partidos de centro-direita, como PSD e MDB, já articulam para se afastarem do PL e decidirem os rumos do grupo, junto com os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (UB), Ratinho Junior (PSD), Romeo Zema (Novo) e até Claudio Castro, que é do PL.
Aqui em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) está numa sinuca de bico, pois tenta barrar a candidatura ao Governo do Estado do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, oferecendo a vaga de vice na sua chapa para o presidente da Assembleia, deputado estadual Júlio Garcia (PSD).
Mas aí Jorginho pode arrumar um problema com o MDB, que já disse que quer este posto por entender que tem mais representatividade no Estado por ter 6 deputados estaduais, 3 deputados federais, 1 senadora, 70 prefeitos em Santa Catarina e por ser o único partido que está estruturado nos 295 municípios do Estado.
Das 10 maiores cidades de Santa Catarina, o PL só tem os prefeitos de Blumenau (Egídio Ferrari) e de Palhoça (Eduardo Freccia).
Só que ambos foram trazidos pelo governador só para disputar a eleição de 2022. Egídio estava no PTB junto com Kennedy Nunes, que hoje é chefe da Casa Civil, e Freccia era filiado no PSD de João rodrigues.
Então, tanto no PL nacional quanto no PL catarinense, a grande maioria já esteve em outros campos da política, mas hoje surfam na onda Bolsonaro, que é a minoria, para continuar se elegendo.





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