No último sábado, 16, o Partido Novo oficializou a pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante o 9º Encontro Nacional do partido, realizado no Amcham Business Center, em São Paulo, que reuniu lideranças políticas, especialistas e apoiadores de diversas regiões do país.
O Novo de Santa Catarina também mandou seus representantes para esse lançamento. No evento, estavam presentes o deputado federal Gilson Marques, que é o pré-candidato ao Senado na eleição do ano que vem; o deputado estadual Matheus Cadorin, o prefeito Adriano Silva (Joinville); o vereador Érico Vinicius (Joinville); e Rodrigo Leal Silva e Diogo Paternolli, que são membros do diretório municipal do Novo de Blumenau.
No seu discurso, Zema falou da sua experiência na gestão do governo de Minas Gerais que, segundo ele, é um modelo de eficiência e responsabilidade para o Brasil. Destacou também medidas como a redução de cargos públicos, como o corte de privilégios e a atração de investimentos privados, defendendo a livre iniciativa e um Estado mais enxuto como fundamentos para o desenvolvimento nacional.
Além de propor uma agenda de prosperidade baseada na simplificação de regras e no estímulo ao empreendedorismo, Zema criticou a má gestão de governos anteriores e reforçou o compromisso em combater o crime organizado.
Fez críticas ao PT e, em um gesto de aceno aos bolsonaristas, disse que quer acabar com o que chamou de “abusos e perseguição” dos ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes.
“Se deu pra deixar o estado mais leve em Minas, dá para fazer no Brasil. Existe um Brasil produtivo, moderno, competitivo e a espera de um governo sério. O Brasil que queremos é o que trabalha, arrisca, vence e dá orgulho. É com esse Brasil bravo que nós vamos chegar à Brasília, para varrer o PT do mapa”, afirmou.
EM SANTA CATARINA
Mesmo tendo sido lançado como pré-candidato a presidente do Novo, Romeo Zema coloca o nome à disposição para medir a sua popularidade como fizeram também os governadores Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Ronaldo Caiado (UB), de Goiás; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.
Com Bolsonaro inelegível até 2030, a direita quer lançar uma chapa que tenha mais chance de vencer o presidente Lula (PT) em 2026 e o governador Jorginho Mello (PL) também participa dessas tratativas.
Em Santa Catarina, o prefeito Adriano Silva se mostra muito próximo do governador e deve apoiar a sua reeleição em 2026. Só que o partido Novo catarinense não confirma essa informação e lançou o deputado Gilson Marques como pré-candidato ao Senado.
Mas essa movimentação mostra que o Novo pode apoiar Jorginho Mello no ano que vem se ganhar a segunda vaga ao Senado junto com Caroline de Toni ou Carlos Bolsonaro. Se o PL de Santa Catarina lançar dois nomes, o Novo não terá espaço com Jorginho Mello e pode manter a parceria que fez em 2024 com o PSD.
Assim como a União Progressista (PP e UB), o Novo assiste o que está acontecendo no cenário estadual e só deve definir para onde vai lá em 2026, quando deve ter uma grande reunião interna para medir prós e contras de ir com Jorginho Mello e com João Rodrigues.
O que é quase certo é que não deve ter candidato a governador em 2026 e vai mesmo estar com um dos dois nomes na próxima eleição para poder eleger mais nomes da legenda na proporcional para voltar a atingir o mínimo de representantes no Brasil da Cláusula de Barreiras, que em 2022 tirou do Novo o tempo de TV e os Fundos Eleitoral e Partidário.






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