Depois de conseguir manter o comando do PT em Santa Catarina com a vitória do deputado estadual Fabiano da Luz na eleição interna, Décio Lima agora vai trabalhar para ser novamente o candidato ao Governo do Estado da esquerda.
Mas Décio terá alguns problemas, pois ainda tem um PT dividido, porque as outras alas continuam descontentes com a condução do partido, e viu o Psol lançar o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, também como candidato a governador.
Em 2022, quando conseguiu ir para o segundo turno contra o governador Jorginho Mello (PL), Décio Lima tinha na sua coligação a Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), o PSB e o Solidariedade.
Naquele ano, o Psol não lançou candidato a governador, mas também não apoiou Décio Lima, apoiando apenas a candidatura de Lula aqui no Estado.
As dificuldades de 2022 de unir a esquerda em prol de uma única candidatura parece perdurar e em 2026 é bem provável que o cenário do grupo em Santa Catarina seja o mesmo. Já se ouviu falar que Décio poderia concorrer ao Senado, numa chapa onde Afrânio seria o candidato a governador, por que em 2026 haverá duas vagas, ficando para ele mais viável a eleição.
Mas o cenário da esquerda está muito nebuloso e terá que haver uma intervenção do Palácio do Planalto para que todos entendam que, somente juntos, eles terão alguma chance de êxito e poderão ajudar Lula na sua reeleição.
O péssimo resultado na eleição municipal de 2024, com a baixa aceitação que a esquerda e o Governo Lula têm em Santa Catarina, pode ser definitivo para que Décio sequer consiga ter um resultado satisfatório no ano que vem, mesmo com a direita lançando duas candidaturas.
O PT catarinense conhece as suas dificuldades e, mais uma vez, terá que contar com a habilidade das executivas nacionais dos partidos de esquerda para que haja no Estado uma mobilização da base em prol de um único objetivo.
Se isso não acontecer, a esquerda daqui pode perder mais espaço e terá dificuldade até para eleger seus nomes na proporcional.





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