Tem muita gente de olho no caminho que o PSB vai seguir em Santa Catarina

A maior parte dos holofotes na esquerda catarinense estão direcionados para Décio Lima (PT), que, segundo ele, quer ser novamente candidato a governador em 2026. Mas há quem diga que, neste momento da política estadual, Décio assume essa candidatura apenas para valorizar o passo dele e do PT, mas que estaria mesmo de olho na vaga para o Senado.

Se essa intenção se confirmar, outra legenda da esquerda poderia lançar o candidato a governador. Como o Psol, que já lançou como pré-candidato a governador o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, não quer mais ficar dependendo do PT, outro partido já se articula para ser o principal parceiro de Décio no ano que vem.

Não podemos dizer que o PSB é um partido que leva o socialismo ao pé da letra e também não é contrário a políticos que tem uma trajetória muito diferente da sua. Vale lembrar que o partido aqui em Santa Catarina já teve no comando o atual secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégico do Governo do Estado, Paulinho Bornhausen, e teve nas suas fileiras o ex-senador Dário Berger.

E por falar em Dário Berger, quem levou ele para o PSB em março de 2022 foi o ex-deputado estadual Gelson Merísio, que goza de muito prestígio com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e com o presidente nacional do partido e ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França.

Então Merísio volta a cena para reestruturar o PSB em Santa Catarina. O primeiro passo já pode acontecer nesta semana, onde ele articulará para tirar Israel Rocha, que está desgastado com as denúncias envolvendo a movimentação de recursos do fundo eleitoral, da direção estadual.

O segundo passo é trazer o ex-senador Paulo Bauer, que poderia ser a opção mais factível para encabeçar uma chapa da esquerda com mais chances de disputar o eleitorado majoritariamente conservador no Estado.

A intenção de Merísio é colocar alguém próximo do ex-senador na presidência estadual do PSB agora para dar tempo para Paulo Bauer avaliar o quadro. Ele ingressaria no partido na virada do ano para assumir o comando do PSB catarinense e a candidatura ao Governo do Estado numa aliança com o PT, que indicaria o vice, e Décio Lima então seria o nome ao Senado.

Lembremos também que na eleição de 2014, o PSB catarinense apoiou a candidatura de Paulo Bauer ao governo do Estado quando estava no PSDB, mas ele não apoiou Eduardo Campos (PSB) a presidência da República, ficando do lado de Aécio Neves (PSDB) naquela eleição. Eduardo Campos morreu num acidente aéreo durante a campanha presidencial daquele ano.

É obvio que toda essa engenharia política pensada por Merísio precisaria do aval de muita gente que pensa em outras opções.

Outro político catarinense que também está na lista do PSB é o do ex-governador Raimundo Colombo. Ele teria sido sondado por emissários do Palácio do Planalto que querem conter as investidas da extrema-direita bolsonarista na tentativa de ter a hegemonia no Senado Federal a partir de 2027.

Membros da esquerda nacional poderiam dar apoio a Colombo na eventual cassação de Jorge Seif (PL), que espera o julgamento no processo no TSE do suposto abuso do poder econômico na eleição de 2022. Com a cassação de Seif, Colombo poderia assumir a vaga, mas teria que se comprometer em manter uma relação republicana com o Governo Lula.

Há quem sonhe mais alto dentro do PSB catarinense, que quer trazer Raimundo Colombo para disputar o Governo do Estado pelo partido para dividir ainda mais o voto da direita.

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