Nunca antes na história de Blumenau uma CPI destravou tanto a política local

Durante os seis anos em que foi prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PL) alimentou um monstro que parece agora querer abocanhar o grupo político montado pelo governador Jorginho Mello (PL) na cidade.

Mário pensou que com a eleição de Egídio Ferrari (PL) em 2024, tudo que ele deixou dentro das gavetas da Prefeitura de Blumenau iriam ficar por lá, mas a primeira bomba soltada pelo atual prefeito é que a administração municipal terminaria 2025 com um déficit projetado de R$ 372 milhões. Isso deixou claro que Egídio recebeu de Mário um buraco financeiro que comprometeu a atual administração.

Aí veio a história do 5º aditivo assinado pelo prefeito de Blumenau em abril que desencadeou numa CPI do Esgoto que está fazendo desmoronar um castelo que parecia sólido dentro do Partido Liberal de Blumenau.

O PL tem Mário Hildebrandt que recebia críticas constantes do deputado estadual Ivan Naatz que nunca foi um grande amigo de João Paulo Kleinubing que passou a ter grande influência na administração de Egídio Ferrari que brigou com o presidente da Câmara, vereador Aílton de Souza, que perdeu 13 cargos na Prefeitura de Blumenau e que liberou a CPI para convocar quem bem quisesse, como André Espezim, homem de alta confiança de Hildebrandt, e também João Paulo Kleinubing, que esperava que tudo tivesse sido resolvido com a assinatura do 5º aditivo.

Pois bem, o 5º aditivo foi revogado por conta da pressão popular, num trabalho muito bem-feito pelo vereador Diego Nasato (Novo), e agora parece que a grande caixa preta do Esgoto deve ser aberta de vez depois de 15 anos de serviços mal prestados pela BRK Ambiental que já foi Foz do Brasil e Odebrecht Ambiental.

Ito de Souza também desistiu do prédio da Secretaria de Educação, no bairro Garcia, onde pretendia colocar a nova sede da Câmara Municipal. Muito provavelmente deve ter ouvido de Egídio Ferrari que o imóvel não seria mais cedido para o legislativo e então o presidente da Câmara contra-atacou.

Falou na tribuna da Casa que desistiu do imóvel para que a Prefeitura de Blumenau possa aceitar os R$ 30 milhões do Governo Federal para montar uma Policlínica. Dinheiro esse que a administração de Egídio já tinha desistido com a justificativa de não ter encontrado um terreno adequado para construir a Policlínica.

De quebra, Ito não deu muita atenção para a aprovação do requerimento do vereador Jean Volpato (PT), da oposição, que convocou o secretário de Saúde de Blumenau, Douglas Rafael de Souza, para explicar sobre o risco de o município perder a obra da Policlínica Regional, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A coisa não deve parar por aí e, quem sabe, teremos também uma futura CPI do Transporte Coletivo da Blumob, ou uma investigação mais aprofundada das diversas batidas da Polícia Civil na administração anterior ou alguma resposta dos diversos inquéritos que investigou ações no Samae.

Fato é que em 2026 tem eleição e Kleinubing, Ito e até a vice-prefeita Maria Regina Soar devem disputar uma cadeira na Câmara Federal e Mário Hildebrandt e Ivan Naatz podem duelar pelo voto bolsonarista a um dos acentos da Assembleia Legislativa de SC.

Todos devem estar na mesma coligação e sob o comando do governador Jorginho Mello, que terá que se mexer agora para acalmar o monstro criado pelo Mário para que ele também não seja engolido aqui em Blumenau.

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