No domingo, 31, o governador Jorginho Mello (PL) esteve em Blumenau para participar da inauguração da revitalização da margem esquerda e da nova Prainha que faz parte das comemorações do aniversário da cidade, no dia 2 de setembro.
Lá, ele estava acompanhado do prefeito Egídio Ferrari (PL), da vice-prefeita Maria Regina Soar (PSDB), do deputado estadual Ivan Naatz (PL), do presidente da Câmara, vereador Aílton de Souza (PL), do secretário da Defesa Civil do Estado, Mário Hildebrandt (PL), e do diretor do BRDE, João Paulo Kleinubing (sem partido).
Curiosamente todos fazem parte de um cenário caótico que se transformou o Partido Liberal de Blumenau, que nos bastidores está dividido, sem comando e um tentando puxar o tapete do outro.
A CPI do Esgoto, que acontece no legislativo desde o mês de julho, estadualizou as rivalidades internas e expos a fragilidade política do partido. No início da sua administração, o prefeito Egídio Ferrari anunciou que pegou a Prefeitura com um déficit financeiro estimado para 2025 de R$ 372 milhões.
Essa foi a primeira pista que ele não queria a sobra de Mário Hildebrandt na sua gestão. O segundo passo foi ter João Paulo Kleinubing como seu conselheiro, que também nunca morreu de amores por Mário.
A rixa da administração anterior e da atual se intensificou quando Egídio Ferrari assinou o 5º aditivo do contrato do Esgoto. Com isso, ele resolveria o desequilíbrio financeiro do contrato que surgiu na administração de JPK (2010), mas jogou a conta para o usuário do serviço com um aumento de 15,94% na fatura.
A partir daí surge uma gritaria na cidade, Egídio tenta jogar a culpa na administração de Hildebrandt, mas André Espezim, que sempre trabalhou com Mário, disse no seu depoimento na CPI que a culpa era de quem assinou.
Como também perdeu o controle do legislativo, o prefeito de Blumenau exonerou todos os 13 cargos comissionados indicados pelo presidente da Câmara, Aílton de Souza, que passou a deixar correr solto no legislativo todas as convocações de secretários municipais para dar explicações em vários assuntos, como um edital de manutenção da cidade e a não aceitação dos R$ 30 milhões do Governo Federal para a construção de uma nova Policlínica.
O DUODÉCIMO
A cereja do bolo veio com uma notificação oficial da Câmara Municipal obrigando a Prefeitura de Blumenau a pagar os pouco mais de R$ 17 milhões atrasados do duodécimo de 2025, sob pena da Mesa Diretora ingressar na justiça para receber o dinheiro. Vale lembrar que se esses valores não forem pagos, o prefeito pode até sofrer um processo de impeachment.
Já o deputado estadual Ivan Naatz tem se dedicado exclusivamente ao Quinto Constitucional e se afastou de vez do PL de Blumenau, fazendo do seu escritório regional o único vínculo com o PL na cidade.
A ELEIÇÃO DE 2026

Ito de Souza já se lançou como pré-candidato a deputado federal, Mário Hildebrandt quer ser candidato a deputado estadual, João Paulo deve assinar ficha no Republicanos para também disputar uma vaga na Câmara Federal e Ivan Naatz, se não conseguir a vaga no TJSC, vai também buscar a reeleição na Alesc.
O governador Jorginho Mello já fez uma reunião com a vice-prefeita Maria Regina para que ela também assine ficha no Republicanos para ser a candidata a deputada federal em 2026, reeditando uma dobradinha com Mário Hildebrandt no ano que vem.
Com essa movimentação, ele mostra que sua prioridade no Vale do Itajaí é do secretário de Defesa Civil, que muito provavelmente não terá o apoio de Egídio para apoiar a candidatura de João Paulo Kleinubing, que deve fazer uma dobradinha com o ex-deputado estadual Jean Kuhlmann (Republicanos), que vai buscar uma das cadeiras da Alesc.
O PL de Blumenau é o conhecido “balaio de gato”, onde todo mundo manda e cada um faz o que bem entende. Aonde essa disputa interna vai parar ninguém sabe, mas é fato que essa briga vai respingar em todo mundo, inclusive em Jorginho Mello, que terá que botar todos numa mesa para evitar o pior.





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