Na última sexta-feira, 29, o deputado federal catarinense Gilson Marques (Novo) postou na sua conta do “X” que tinha enviado um requerimento para o Ministério do Trabalho pedindo explicações do porquê um servidor daquele ministério precisaria ir para Nápoles, na Itália, aprender a fazer pizza.
A Portaria SE/TEM n. 1.415 é de 21 de agosto de 2025 e foi assinada por Francisco Macena da Silva (PT), que é o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego. Chico Macena já foi vereador por duas vezes na cidade de São Paulo e entre 2013 e 2016 trabalhou na administração de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura e São Paulo.
O texto do documento diz “autorizar o afastamento do país do servidor JACKSON DA SILVA ÁZARA, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Distrito Federal, para compor a comitiva como Conselheiro do SENAC/DF na “Missão Técnica de Aprendizagem a Verdadeira Pizza Napoletana – Associação da Verdadeira Pizza Napoletna (AVPN)”, que visa a ampliação de conhecimentos sobre iniciativas de segurança alimentar, sustentabilidade, inovação social e desenvolvimento comunitário, propiciando intercâmbio de conhecimentos com foco em ações voltadas à segurança alimentar, combate ao desperdício de alimentos e articulação em rede, que será realizada entre os dias 26/10/2025 a 02/11/2025, com ônus limitado, em Nápoles, Itália. (Processo 19964.206980/2024-78)”.
Segundo o seu site, a Associação da Verdadeira Pizza Napoletana (AVPN) “é uma organização sem fins lucrativos fundada em junho de 1984 em Nápoles, com sede legal e operacional. Sua missão é promover e proteger na Itália e no mundo a verdadeira pizza napolitana, ou seja, o produto típico feito de acordo com as características descritas no Regulamento Internacional da AVPN para a obtenção da marca coletiva Verdadeira Pizza Napolitana, em vigor desde 1984, editado e registrado pela AVPN”.
A Associação também atua na promoção e proteção das pizzarias filiadas e dos produtos relacionados à produção da verdadeira pizza napolitana e na profissionalização dos pizzaiolos.
A pasta tem agora 30 dias a partir do recebimento do requerimento para dar uma resposta não só sobre a concessão da licença, mas também quem custeou a ida do seu funcionário para a Europa e, se os custos foram bancados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, quanto foi gasto na viagem de Jackson.
https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-se/mte-n-1.415-de-21-de-agosto-de-2025-651488905






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