União Progressista sai do Governo Lula e vai apoiar a direita em 2026

Os 109 deputados federais (59 do UB e 50 do PP) da recém-formada Federação União Progressista, que tem os partidos União Brasil e PP, não votarão mais com o Governo Lula na Câmara Federal.

O comando da Federação anunciou nesta terça-feira, 2, a saída da base do governo no Congresso Nacional. O grupo determinou que todos os filiados com mandato que possuem algum cargo na administração federal renunciem à suas funções, incluindo também os ministros de Estado.

Pertencem aos partidos aliados os ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA); do Esporte, André Fufuca (PP-MA); do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; e das Comunicações, Frederico Siqueira.

Em nota, a Federação avisa que em caso de descumprimento, poderão ser adotadas as punições disciplinares previstas no estatuto de seus respectivos partidos.

Lideranças da federação se reuniram no Salão Verde da Câmara para anunciar a decisão. O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, leu uma nota ao lado do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

“Essa decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, diz a nota.

Agora, o União Progressista vai aguardar pra ver se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o não candidato a presidente da direita. Se não, muito provavelmente o UB e o PP devem buscar apoio para a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB).

As executivas estaduais do União Brasil e do Progressistas ficaram mais aliviadas para poderem, a partir de agora, assumir uma posição mais firma contra o Governo Lula. Tanto o presidente estadual do UB, deputado federal Fábio Schiochet, quando o senador Esperidião Amin (PP) já tinham assumido posições contrárias ao governo em Brasília.

A Federação União Progressista já vem conversando com o governador Jorginho Mello (PL) e com a cúpula estadual do PSD, do prefeito João Rodrigues, para ver quem apoiarão em 2026, mas tudo deve depender mesmo do que vai acontecer no cenário nacional, onde lideranças como o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o ex-governador Gilberto Kassab (PSD) tentam unir toda a direita em prol de um único nome contra o a reeleição do presidente Lula (PT).

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