PL de Blumenau continua rachado mesmo depois da visita do governador Jorginho Mello

O contrato de concessão do Esgoto de Blumenau com a BRK Ambiental foi o estopim para que o PL de Blumenau começasse a rachar. Como João Paulo Kleinubing (sem partido) é o conselheiro do prefeito Egídio Ferrari (PL), todos tinham o interesse de colocar em dia o desequilíbrio financeiro criado lá em 2010, quando o contrato foi assinado na gestão de JPK.

Então o atual prefeito de Blumenau assinou o 5º aditivo e resolveu o problema, dando para a BRK um reajuste na tarifa de 15,94%, a garantia de ser a única empresa a fazer a limpeza de fossa e filtro em casas de ruas que não tem a rede coletora de esgoto e a extensão de mais 10 anos no contrato, indo até 2064.

Mas os 15 vereadores foram pressionados com a assinatura desse aditivo e acabaram aprovando a instalação de uma CPI para investigar todo o contrato com a anuência da Mesa Diretora.

A decisão caiu como uma bomba no PL porque as investigações podem atingir não só Egídio Ferrari, mas também Mário Hildebrandt e principalmente João Paulo Kleinubing. E como 2026 é ano de eleição, os dois ex-prefeitos não precisam desse tipo de problema agora as vésperas da campanha.

No seu depoimento, o ex-presidente do Samae, André Espezim (PL), que é o principal homem de confiança de Hildebrandt, disse que não assinou o 5º aditivo porque esperava a conclusão de uma auditoria, contratada por ele em 2023. Falou também que a administração de Mário não pode ser responsabilizada porque “quem assinou é quem deve se explicar”.

Pois bem, no próximo dia 12, às 14 horas, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Esgoto vai interrogar o ex-prefeito João Paulo Kleinübing, que será ouvido na condição de testemunha.

Não só por ter sido o prefeito que assinou o contrato com a Foz do Brasil, que já foi Odebrecht Ambiental e hoje é BRK Ambiental, mas vai ser ouvido também por ter sido o primeiro presidente da Agência Intermunicipal de Regulação (AGIR), que é a responsável por fiscalizar e regulamentar o serviço.

No encontro, os membros da CPI vão querer saber de João Paulo sobre quais condições em que o contrato foi firmado, a situação da cobertura da rede de esgoto no município naquele período e as ações adotadas pela AGIR para ajustar o acordo à realidade local.

Para esquentar ainda mais o clima de rivalidade no PL, tivemos Egídio Ferrari exonerando os 13 cargos comissionados indicados pelo presidente da Câmara, vereador Ito de Souza (PL), e também um contragolpe de Ito, que notificou oficialmente a Prefeitura de Blumenau a pagar uma dívida de pouco mais de R$ 17 milhões do duodécimo que está em atraso nesse ano de 2025.

Deveremos ter mais capítulos de uma novela que pode virar um uma grande obra para a administração pública da cidade ou pode também virar um grande pastelão, onde muita gente que se imaginava intocável, pode ser atingido por uma CPI que tinha cara de pizza, mas acabou virando um grande banquete político.

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