Hoje sai o pagamento do duodécimo da Câmara de Vereadores de Blumenau

Nesta sexta-feira, 19, a Prefeitura de Blumenau vai pagar os valores atrasados do duodécimo da Câmara de Vereadores que não vinham sendo pagos neste ano de 2025.

A administração do prefeito Egídio Ferrari (PL) já tinha depositado R$ 500 mil na quinta-feira, 18, e hoje vai depositar mais R$ 22,4 milhões. Segundo o presidente do legislativo, vereador Aílton “Ito” de Souza (PL), a prefeitura devia até o fim do mês de agosto o valor de R$ 17.977.333,36 e mais R$ 5.409.666,97 referente ao mês de setembro.

A Mesa Diretora tinha enviado para o gabinete do prefeito de Blumenau um ofício exigindo que os atrasados fossem pagos até o sábado, 20, caso contrário a Câmara Municipal iria acionar a justiça para receber os valores que são garantidos por lei.

Para evitar um problema mais grave, o prefeito Egídio Ferrari resolveu não pagar para ver e mandou a Secretaria da Fazenda fazer a transferência.

Na tribuna da Câmara, o presidente da casa disse “estou somente cumprindo a lei. O meu CPF está aqui nessa cadeira, eu assino pela Câmara Municipal, ao qual pode responder o prefeito e esse vereador que hoje é o presidente. Se no passado faziam esse faz de conta, entra sai, entra sai, hoje não, vamos cumprir a lei. Depois do dinheiro no caixa, aí sim vamos sentar com a Mesa Diretora para encaminhar o recurso para fazer algumas obras”.  

Essa disputa do prefeito de Blumenau com o presidente da Câmara começou quando a CPI do Esgoto Sanitário foi aprovada no legislativo. Egídio acabou demitindo 13 cargos comissionados indicados por Ito de Souza e também mandou um recado para o vereador de que não cederia mais um prédio da Secretaria de Educação que o legislativo iria comprar para fazer a sede própria da Câmara de Vereadores.

Então, o presidente do legislativo, também temendo ficar inelegível, caso deixasse o duodécimo atrasar por mais tempo, exigiu que a Prefeitura colocasse em dia os repasses.

Geralmente a Câmara Municipal não usa a totalidade do duodécimo e acaba devolvendo valores para que a Prefeitura destine para investimentos na cidade. Vamos ver se em 2025 isso voltará a acontecer.  

Essa disputa interna no PL de Blumenau não envolve apenas o prefeito Egídio Ferrari e o vereador Aílton de Souza. A criação da CPI do Esgoto acabou respingando também no ex-prefeito Mário Hildebrandt, no seu ex-secretário e atual assessor na Defesa Civil do Estado, André Espezim, e no ex-prefeito João Paulo Kleinubing, hoje sem partido.

Desde o início da sua administração que Egídio decidiu se afastar de Hildebrandt e se aproximar de João Paulo, que foi o seu coordenador de campanha.

Com isso, pessoas próximas do ex-prefeito não foram colocadas na administração de Egídio e até vereadores que sempre trabalharam para Mário na Câmara durante seus seis anos de administração, acabaram perdendo poder com a posse do atual prefeito.

Egídio Ferrari recebeu a Prefeitura de Blumenau com um déficit orçamentário de R$ 374 milhões, com um sério problema de falta de água na cidade e com muitas investigações correndo no Ministério Público em contratos considerados “estranhos” em diversas Secretarias.

Querendo reforçar a sua trajetória de delegado, não permitindo que muitos desmandos continuassem a acontecer na Prefeitura de Blumenau, Ferrari resolver rever a maioria dos contratos, mudou muitos nomes em diversos departamentos e se viu obrigado a colocar um policial civil na presidência do Samae.

No dia 2 de setembro, no aniversário de Blumenau, o governador Jorginho Mello (PL), que também é o presidente estadual do partido, esteve na cidade e imaginava-se que ele colocaria ordem na casa. Mas pelo que se viu, ele preferiu não se meter e deixou o prefeito Egídio resolver o seu próprio problema, pois ele também comanda hoje o partido na cidade.

Acompanhe

Entre em nosso grupo do Whatsapp e nos siga em nossas redes

Patrocinadores