Agora é a vez de Napoleão e depois terão que chamar Mário Hildebrandt

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Blumenau, que investiga o contrato de concessão do sistema de esgoto sanitário da cidade com a BRK Ambiental, tem rendido muitas discussões políticas.

Ela acirrou os ânimos entre o prefeito municipal Egídio Ferrari (PL) e o presidente do legislativo, vereador Aílton “Ito” de Souza (PL). Tem também trazido para os holofotes o distanciamento entra a administração anterior, do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL), e a atual gestão de Egídio.

De fato, essa CPI caiu como uma bomba no Partido Liberal de Blumenau, separando o que parecia inseparável e dividindo uma sigla que hoje tem no comando o governador Jorginho Mello. Mas nem ele parece conseguir juntar os cacos de um partido, onde cada detentor de mandato e ocupante de cargo público puxa para o seu lado e tenta arrastar o tapete do companheiro de sigla.

Também por causa da CPI, o 5º aditivo já foi revogado, já se ouviu o comandante da Agir, o atual diretor-presidente do Samae, o ex-diretor-presidente do Samae, o ex-prefeito João Paulo Kleinubing (sem partido) e vai ouvir na próxima semana o deputado estadual e ex-prefeito Napoleão Bernardes.

De tudo que já se viu e ouviu na CPI, Paulo Costa (Agir) disse que tudo foi feito dentro da legalidade e tratou de amenizar as decisões de Mário Hildebrandt e André Espezim. Já Alexandre de Vargas (presidente do Samae) falou que o 5º Aditivo foi assinado baseado nas informações colocadas por Paulo Costa e pela BRK Ambiental.

André Espezim (ex-presidente do Samae) disse que não tinha lembrança de muitas coisas, mas colocou uma bomba no colo de Egídio Ferrari quando falou que quem tinha que explicar é quem assinou o aditivo. O ex-prefeito João Paulo Kleinubing afirmou que fez tudo dentro da legalidade e acabou colocando a culpa nos governos Lula e Dilma por não terem liberado o dinheiro dos convênios, que serviriam para entregar para a BRK os quase 23% de rede implantada.

Na quinta-feira, 25, o vereador Diego Nasato (Novo), que é o presidente da CPI do Esgoto, anunciou a contratação da empresa MFC Avaliação e Gestão de Ativos Ltda. para realizar a consultoria e revisão tarifária do contrato de concessão do esgotamento sanitário. O valor a ser pago pela consultoria será de R$ 313,6 mil, com entrega do relatório final até o dia 3 de dezembro. O estudo deverá esclarecer pontos técnicos sobre a tarifa e embasar decisões futuras do município.

Definiu-se também que no dia 30 deste mês, às 10 horas, no plenário da Câmara Municipal, os membros da CPI vão ouvir o ex-prefeito Napoleão Bernardes. Eles querem manter a linha cronológica dos fatos, já que o 4º aditivo do contrato com a BRK Ambiental foi assinado na sua gestão.

Também foram aprovadas outras convocações. No dia 7 de outubro, às 10h, será ouvido o economista da Agir, Ademir Manoel Gonçalves, e às 11h a assessora jurídica da agência, Maria de Fátima Martins.

Já no dia 14 de outubro, às 10h, será a vez do assessor jurídico da Agir, Luciano Gabriel Henning, e às 11h o presidente da Comissão de Acompanhamento do Contrato de Concessão do Samae, Leandro Henrique de Souza.

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