Na última sexta-feira, 26, o senador Jorge Seif (PL) deu uma entrevista para o site Congresso em Foco e falou da escolha dos nomes que vão disputar o Senado por Santa Catarina.
Segundo ele, já há algum tempo houve uma conversa entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador Jorginho Mello (PL) e ficou definido que cada um escolheria um nome para as vagas ao Senado na coligação de reeleição de Jorginho.
No início desse processo Jorginho chegou a dizer que quem iria escolher os dois nomes seria ele, mas com a imposição da executiva nacional do nome do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), Jorginho se viu obrigado a ceder e indicar apenas um dos seus preferidos para disputar o cargo pelo PL.
Seif disse que, há dois anos, fala que, para ele, uma das candidatas do PL para o Senado é a deputada federal Caroline de Toni (PL). Mas disse também que Esperidião Amin (PP) é um patrimônio do Senado e que a Federação União Progressista deve fazer uma coligação com o PL no cenário nacional e isso deve se repetir também em Santa Catarina.
A partir daí, Jorge Seif não sabe como esse impasse vai ser resolvido e que essa decisão caberá ao governador Jorginho Mello.
Caroline de Toni esteve com Jair Bolsonaro na terça-feira, 30, e ouviu dele que a decisão de ser ou não candidata ao Senado cabe exclusivamente a ela. E ouviu também que ela tem seu apoio muito por conta dos últimos números de pesquisas que foram publicadas na imprensa.
Na quarta-feira, 1, quem vai encontrar Jair Bolsonaro é o senador Esperidião Amin e deve ouvir dele que também terá seu apoio ao Senado por ser um amigo de longa data.
Essa pressão da ala bolsonarista do PL catarinense para que Jorginho Mello coloque De Toni na segunda vaga, fazendo uma chapa pura para o Senado, não deve se concretizar, pois ele já disse que a segunda vaga será de um partido aliado.
Então, ou Carol de Toni desiste de ir ao Senado e busque a reeleição a Câmara Federal, ou aceite se filiar no Republicanos para concorrer com Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin a uma das duas vagas a senador de Santa Catarina.
O problema é que os três entrarão na disputa que, pelo menos, um deles ficará pelo caminho. Isso se nenhum outro nome surpreender, como o deputado federal Gilson Marques (novo), e conseguir entrar nesse meio, como aconteceu com o próprio Jorginho Mello, que em 2018 apareceu na segunda posição desbancando o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) e Lucas Esmeraldino (PSL), que era o candidato de Jair Bolsonaro e do ex-governador Carlos Moisés (PSL).
SOBRE A REPRESENTATIVIDADE
Na entrevista, Jorge Seif disse também que conversou com Jair Bolsonaro no dia que foi colocado em prisão domiciliar e analisaram o número de senadores que pretendem eleger em 2026.
Segundo ele, analisando os candidatos de cada Estado, ficou claro que, numa visão conservadora, o PL elege 41 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Numa visão mais otimista, eles entenderam que conseguem eleger 48 nomes.
Com esses números, Bolsonaro e Seif entendem que conseguem eleger o presidente do Senado em 2027 e conseguem também abrir um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para que as suas ações sejam investigadas.





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