Pastor bolsonarista preso em 2023 tem processo extinto por Alexandre de Moraes

O pastor bolsonarista de Blumenau, Dirlei Paiz, que foi preso em agosto de 2023 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teve o processo extinto na tarde de quarta-feira, 5, pelo próprio ministro do STF.

Segundo o advogado Jairo Vieira dos Santos, que é especialista em atuações em tribunais superiores, eles foram intimados pelo ministro, mas no fim ele decidiu pela extinção da punibilidade do seu cliente.

Segundo o advogado, ele agradeceu a confiança da família de Dirlei, que se comportou de forma excepcional, pois “recebeu o contato de outros advogados e até de políticos que davam informações sem qualquer nexo com a realidade processual”.

Jairo Santos disse que foi um período difícil para todos os envolvidos, em especial para o pastor Dirlei, que passou o aniversário preso, não pôde ver o nascimento da neta, passou o Natal e o Ano Novo na cadeia, mas ainda assim confiou no trabalho e sempre afirmou que era inocente.

“Defendemos um homem honrado, forte de corpo e, especialmente, de mente; um cidadão que enfrentou tudo em silêncio. Quem não ouviu que o pastor Dirlei seria condenado e passaria anos no cárcere? Hoje, os torcedores do caos dormirão tristes, pois o pastor Dirlei saiu mais forte do que entrou nesse processo”, afirmou o advogado Jairo Santos.

A partir de agora, o pastor Dirlei Paiz tem todas as suas liberdades restabelecidas e não deve nada mais para a justiça. Diferente do que já foi dito, ele nunca foi condenado e tem todos os seus direitos políticos preservados e acesso pleno às suas redes sociais.

No dia 17 de agosto de 2023 o pastor bolsonarista Dirlei Paiz foi preso pela Polícia Federal na 14ª fase da Operação Lesa Pátria. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia indícios que o pastor havia participado da organização ao ataque as sedes dos três poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro do mesmo ano.

O ministro desconfiava que Dirlei tinha atuação no grupo de Telegram que ficou conhecido como “Festa da Selma”, expressão usada como um código para o ataque daquele ano.

No dia 8 de dezembro de 2023, Alexandre de Moraes expediu um alvará de soltura para que Dirlei Paiz fosse solto e esperasse o julgamento em liberdade vigiada, com o uso de tornozeleira e com restrições de uso das redes sociais.

Em 2024, o pastor se candidatou a vereador em Blumenau, mas a justiça disse que ele usou a sua rede social, descumprindo as determinações do STF, e no dia 16 de setembro do ano passado voltou para o Presídio Regional de Blumenau.

A defesa afirmou que ele havia sido hackeado, mas o argumento foi recusado e Moraes manteve o novo pedido de prisão.

No dia 19 de fevereiro de 2025, Alexandre de Moraes expediu um novo alvará de soltura com a justificativa de que não havia mais razões para a permanência dele na prisão.

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