Não é de hoje que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vem conversando com o ex-senador Paulo Bauer para que ele se filie no PSB catarinense.
A intenção de Alckmin é colocá-lo como candidato a governador do Estado representando a esquerda para que Décio Lima (PT) se candidate a senador na eleição do ano que vem.
A primeira ação do vice-presidente foi entregar a presidência do PSB catarinense para Nícolas Bottós, que tem muita proximidade com ele e também com Paulo Bauer. O ex-presidente Israel Rocha, que tem como padrinho político o ministro do Empreendedorismo, Mário França, foi colocado na executiva nacional.
Bottós já conversou com o presidente do PT, deputado estadual Fabiano da Luz, para dar início às negociações para a montagem da chapa majoritária.
Na noite de terça-feira, 18, Bottós esteve num jantar em Florianópolis, onde estavam também Paulo Bauer; o ex-prefeito de São José, Djalma Berger, que deve ser candidato a deputado estadual pelo PSB; e o ex-senador Dário Berger, que hoje está no PSDB.
Na conversa, falou-se do atual cenário político de Santa Catarina e da possibilidade de Bauer desbancar os favoritos, segundo as pesquisas, e conseguir ter o mesmo êxito que Décio Lima teve em 2022, chegando no segundo turno.
O Palácio do Planalto tá de olho em toda essa engenharia política da esquerda catarinense, pois Lula precisa em Santa Catarina de um palanque forte para diminuir a vantagem que a direita tem no Sul do país.
As negociações são embrionárias, mas já é percebido que a esquerda deve se acertar em breve, pois nenhum partido que hoje compões a base de Lula deve ousar divergir do plano nacional, que hoje é manter por mais 4 anos o comando do Governo Federal.
Aqui no Estado, a esquerda deve ter na sua coligação o PT, o PSB, o PCdoB, PV e Solidariedade. O PDT e o Psol também devem entrar e ficarão com as vagas ao Senado. O nome mais provável do Psol ao senado é o do vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré.





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