Jorginho Mello e a Federação União Progressista não estão tão próximos assim

Na noite de segunda-feira, 24, o governador Jorginho Mello (PL) ofereceu um churrasco para políticos da Federação União Progressista na Casa D´Agronômica, em Florianópolis.

Além de Jorginho, estavam nesse jantar o presidente do PP catarinense, Leodegar Tiscoski, o senador Esperidião Amin (PP), o deputado federal e coordenador da Federação, Fábio Schiochet, e os deputados estaduais Zé Milton Scheffer (PP), Altair Silva (PP), Pepê Collaço (PP), Sérgio Guimarães (UB), Jair Miotto (UB) e Marcos da Rosa (UB).

Jorginho Mello marcou esse encontro para tentar convencer o União Progressista a se juntar com o Republicanos e Podemos na sua reeleição. O problema é que esses partidos não têm o mesmo peso da Federação e nem o robusto Fundo Partidário e o tempo de TV.

A conversa não foi tão republicana como todos esperavam, pois o grupo não abre mão da candidatura ao Senado de Esperidião Amin e não está claro como o governador vai resolver o problema com a deputada federal Caroline de Toni (PL).

Jorginho chegou a dizer que tem a esperança de convencê-la a desistir do Senado para continuar no PL. O problema é que Carol já afirmou que não desiste e que vai para outro partido se o PL não confirmar o seu nome junto com Carlos Bolsonaro.

Estranhamente, o governador disse também que ainda pensa em contar com o PSD na sua chapa por conta dos arranjos nacionais. Amin disse que até aceitaria ser o vice de Jorginho Mello, mas aí surgiria um problema com o MDB, que seria obrigado a abrir mão da vaga de vice e apoiar Jorginho Mello sem ganhar nada.

Nessa conversa de Jorginho a conta não fecha e alguém seria preterido nesse jogo. Diante de tantas promessas, a Federação União Progressista disse que vai continuar as tratativas com o governador, mas também vai conversar com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

Mas a Federação já deixou claro que, se eles apoiarem a reeleição de Jorginho Mello, vão querer um tratamento diferente daquele que tiveram até aqui.

O cenário nacional também entrou na discussão. Segundo os participantes do jantar, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro não querem Tarcísio de Freitas como candidato a presidente para não perderem o comando da direita, já que o pai terá que cumprir a sentença de prisão.

Então, segundo eles, se Ratinho Junior (PSD) for o candidato da direita, ele pode inflar também a candidatura de João Rodrigues ao Governo do Estado.

Enfim, Jorginho deixou claro que já descartou Carol de Toni ao Senado e que não se importa em perder o MDB se a Federação União Progressista e o PSD forem para a sua coligação.

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