Na manhã do último sábado, 6, os governadores que compõe o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) divulgaram no fim do 14º encontro do grupo a Carta do Rio de Janeiro.
A solenidade aconteceu no Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro, encerrando também três dias de debates do colegiado, que deu ênfase em propostas para fortalecimento de ações na segurança pública.
Participaram da cerimônia os governadores Cláudio Castro (RJ), Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC), Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR), além de representantes dos estados de São Paulo e Espírito Santo, que também são Estados-membros.
O grupo do Cosud confirmou também a eleição de Romeu Zema para presidir o consórcio até o próximo ciclo, com o próximo encontro já marcado para 20 de março, em Minas Gerais.
Sul e sudeste são responsáveis por mais da metade da população brasileira, com 119 milhões de habitantes, e por mais de 70% da produção econômica do país e isso é um trunfo muito significativo para as eleições nacionais de 2026.
Na sua fala, o governador Jorginho Mello disse que “o crime hoje não respeita fronteiras e nenhum estado consegue enfrentá-lo sozinho. O Cosud mostra que, quando os estados atuam de forma integrada, compartilhando inteligência e estratégias, os resultados aparecem e quem ganha é o cidadão”.
ISOLAR OS BOLSONARO

Mas essa integração dos governadores não servirá apenas para melhorar a segurança pública do país, mas também para criar uma candidatura à presidência da República capaz de vencer o presidente Lula e também capaz de mobilizar o eleitor bolsonarista sem a interferência da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também no sábado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que sei pai, Jair Bolsonaro, o escolheu para sucedê-lo como candidatura a presidente do PL, já que ele está inelegível e preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Esses eventos mostram que os governadores se afastam cada vez mais da família Bolsonaro e, mesmo alguns deles terem sido eleitos com o voto bolsonarista, eles preferem criar uma nova vertente de centro-direita para vencer a esquerda, que está no poder desde 2002.
SERÁ A ÚLTIMA POLARIZAÇÃO?
Muito provavelmente em 2026 teremos a última eleição com Lula e Bolsonaro como figuras dominantes do processo eleitoral e os governadores do sul e sudeste, junto com os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), e de Brasília, Ibaneis Rocha (MDB), já querem antecipar esse processo lançando um candidato que não dependa do ex-presidente Bolsonaro.
Eles entendem também que as divergências que aconteceram nos últimos meses entre Michelle, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro também podem enfraquecer a direita e, diante disso, querem isolar a família para que eles se preocupem apenas com as suas candidaturas ao Senado.
Flávio Bolsonaro já disse que só desiste da candidatura a presidente se pagarem o seu preço, mas não disse tudo o que quer. Mas confirmou que uma das exigências é aprovar no Congresso a anistia para os condenados no 8 de janeiro de 2023, o que poderia livrar Jair Bolsonaro da prisão e colocá-lo no páreo da disputa nacional novamente.





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