Como todos já sabem, na tarde de terça-feira, 16, a Câmara de Vereadores de Blumenau aprovou, por 10 votos a 2, um Projeto de Lei da Prefeitura Municipal que revoga a garantia da manutenção dos cobradores de ônibus no transporte público.
Mas o contrato do transporte público de Blumenau é outra caixa preta que precisa ser analisada no legislativo para mostrar tudo o que está escrito nele, assim como aconteceu com o contrato do sistema de esgoto.
Voltando aos cobradores, porque a Prefeitura de Blumenau envia, no apagar das luzes dos trabalhos da Câmara, uma proposta que afeta 429 funcionários da Piracicabana?
Isso não poderia ser discutido antes, ou isso não poderia ser votado lá em fevereiro, no início do ano legislativo depois de uma discussão mais aprofundada?
Tudo isso era possível, pois há muitos prós e contra nessa matéria. Segundo o líder do governo, vereador Flávio Linhares (PL), é inconstitucional garantir o emprego de uma categoria.
Mas outros vereadores disseram que, com a extinção dos cobradores, o dinheiro pago a eles vai acabar em Piracicaba (SP), na sede da Blumob.
A contrapartida negativa disso tudo fica para Blumenau, que terá mais 429 desempregados e menos 429 pessoas gastando no comércio local, o que gera menos impostos e cria mais um fardo para a cidade carregar.
A Prefeitura de Blumenau diz que, sem os cobradores, a passagem pode baixar de R$ 0,50 a R$ 0,75, mas ninguém acredita porque, se realmente baixar, a Prefeitura terá que aumentar o subsídio pago mensalmente para a Blumob. E o mais tenebroso é que tudo vai cair dentro da famigerada AGIR, que geralmente decide o que é mais conveniente.
Além do mais, o motorista terá que realizar o trabalho de duas pessoas nas viagens. Vai ter que dirigir, cobrar e fazer o auxílio e a segurança dentro do ônibus.
A sensação que tenho é que o prefeito Egídio Ferrari (PL) está trabalhando para beneficiar uma empresa que sempre teve lucro em Blumenau, mas nunca deu uma contrapartida descente para o usuário.
Mas o problema maior é que ninguém quis saber o que a população pensa disso tudo. Enfim, tudo já foi aprovado e vamos nos agarrar no que diz o projeto.
A emenda estabelece que não haverá dispensa automática de cobradores e que as demissões serão graduais de acordo com a modernização do sistema.
O texto determina também a apresentação de plano de reaproveitamento da mão de obra pela concessionária e a oferta de programas de capacitação pelo Município.
Então, é fato que vão acabar com os cobradores e resta saber quando Egídio vai diminuir a passagem.
Eu vou me sentar e esperar, pois essa eu quero ver!
VEJA A FALA DO VEREADOR GILSON DE SOUZA (UB):





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