Deputado Matheus Cadorin faz mobilização para evitar que Udesc crie cotas para presos

A criação de cotas para vários grupos na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), entre eles detentos do sistema prisional de Santa Catarina, tem gerado muito descontentamento entre estudantes, contribuintes e representantes políticos.

O debate ganhou força depois que o deputado estadual Matheus Cadorin (Novo) trouxe o tema ao conhecimento público e iniciar a mobilização contra a criação dessas vagas.

A proposta da Udesc quer alterar a política de cotas. Atualmente, cerca de 30% das vagas são reservadas por meio do sistema de cotas. A nova proposta amplia esse percentual para 55% e inclui as chamadas “vagas suplementares”, destinadas a quatro grupos específicos: pessoas trans, povos do campo, refúgio humanitário e presos.

Mantida com recursos do Governo do Estado, a Udesc é financiada pelos impostos pagos pelos catarinenses. Para o deputado Matheus Cadorin, a proposta levanta questionamentos relevantes sobre prioridades, justiça e isonomia no acesso ao ensino superior.

“Educação é fundamental, mas não pode virar benefício automático para quem cometeu crimes, enquanto milhares de jovens estudam, trabalham e disputam vagas em igualdade de condições”, afirma o parlamentar.

Cadorin ressalta que a discussão não é contra políticas de cotas na universidade, mas contra a criação de privilégios que, na avaliação dele, distorcem o papel da universidade pública. “O risco é inverter valores: quem cumpre a lei disputa vaga; quem a viola recebe vantagem institucional”, pontua.

Outro ponto destacado por Cadorin é a abrangência da proposta, que também alcança programas de mestrado e doutorado, o que, segundo ele, exige debate profundo sobre critérios acadêmicos, impacto orçamentário e o uso responsável de recursos públicos.

Diante do avanço da discussão interna na universidade, o deputado lidera a coleta de assinaturas em um abaixo-assinado contrário à criação das vagas suplementares para presos, com o objetivo de pressionar a Udesc a suspender ou rever a proposta antes da votação.

“A universidade pública precisa ampliar oportunidades sem perder o senso de justiça com quem sustenta o sistema. O debate precisa ser transparente e feito com a sociedade”, defende Cadorin.

A votação do documento ainda não tem data para acontecer, mas a mobilização deve intensificar o debate público sobre os limites das políticas de cotas e o papel social das universidades públicas em Santa Catarina.

15% para estudantes de escola pública;

23% para pardos e pretos;

7% para indígenas e quilombolas;

10% para TEA (Transtorno do Espectro Autista) e PCD (Pessoa com Deficiência);

1 para pessoas trans

1 para povos do campo

1 para presos

1 para refúgio humanitário

23% para pardos e pretos;

20% para TEA, PCD, Trans e Presos;

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