Última reunião ministerial de 2025 vira encontro de cobranças e de ações pró-Lula

No último dia 17, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, na Granja do Torto, a sua última reunião ministerial regada a muito churrasco e bebida importada.

Mas o que era para ser apenas uma confraternização dos membros do governo, acabou se transformando numa reunião de cobranças, onde o presidente da República se mostrou incomodado com a piora dos números de aprovação da sua administração e também da sua imagem.

Lula pediu que todas as atenções do ano que vem sejam voltadas para a sua campanha eleitoral de reeleição de 2026. A Secom lança nos próximos dias uma campanha sobre entregas do governo com inteligência artificial.

No seu discurso, Lula disse que 2026 é “a hora da verdade” e estimulou comparações críticas entre os números de seu governo e o de Jair Bolsonaro (PL).

Um dos motivos da irritação do presidente foi a pesquisa feita pelo Poder/Data, divulgada no dia 16 deste mês. Ela mostra que, numa disputa direta, Lula, que está há 3 anos no Governo Federal, tem apenas 10% mais que o senador Flávio Bolsonaro (PL), que lançou a sua pré-candidatura a presidente neste mês de dezembro.

Segundo a pesquisa, Lula aparece com 46% e Flávio já larga com 36% das intenções de voto. Mostrou também que a desaprovação do Governo Federal está com 52% e a sua aprovação ficou menor, com 42%. Já sobre a imagem do presidente Lula, ele ficou com uma desaprovação de 56% e a aprovação ficou com 35%.

O grande problema desse cenário é que o presidente vê uma vantagem curta para vencer a eleição de 2026 já no primeiro turno. Então, mesmo que a direita tenha dois candidatos, ela vai se unir no segundo turno e pode crescer o suficiente para vencer Lula na disputa do ano que vem.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou na segunda-feira, 22, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, que altera critérios para a fixação de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O presidente planeja um evento para relembrar a invasão às sedes dos Três Poderes, em 2023, com ministros do governo e presidentes da Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal

Ele quer que a sua assessoria faça um grande evento para marcar os dois anos do 8 de janeiro.

Segundo Jaques Wagner, “dia 8 de janeiro o presidente Lula vai fazer um ato para que a gente não deixe passar a lembrança daquele dia triste que foram afrontar a democracia. E não sei que dia que ele vai assinar o veto, mas ele vai assinar o veto daqui até o dia 8 de janeiro”.

O problema é que esse veto pode ser derrubado no Congresso (Senado e Câmara dos Deputados) numa reunião conjunta. Se isso acontecer, é muito provável que a PGR acione a Justiça para sustentar a posição de Lula.

Acompanhe

Entre em nosso grupo do Whatsapp e nos siga em nossas redes

Patrocinadores