Com o impedimento de ter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidato a presidente em 2026, o grupo de partidos da direita, incluindo os governadores do sul e sudeste, Gilberto Kassab (PSD) e o ex-presidente Michel Temer (MDB), pretendiam encaminhar a pré-candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sem a interferência da família Bolsonaro.
Só que Tarcísio quer buscar a reeleição e as outras opções, como os governadores Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (UB) e Romeo Zema (Novo), não decolaram com a força suficiente para garantir um segundo turno contra o presidente Lula (PT).
Para não perder o protagonismo, Flávio Bolsonaro foi o escolhido do pai para tentar manter a dinastia bolsonarista na eleição de 2026. Os números das últimas pesquisas mostraram que ele é quem mais concentra força nesse momento para bater a esquerda no ano que vem.
Ainda não houve uma conversa entre o PL nacional e os demais partidos para ver se a direita terá um ou dois candidatos. Certo mesmo é que, se saírem duas candidaturas, a que for para o segundo turno terá o apoio da outra.
Carlos Bolsonaro (PL) sairá como candidato a senados em Santa Catarina, Jair Renan (PL), que é vereador em Balneário Camboriú, vai sair como candidato a deputado federal pelo mesmo estado e Michelle Bolsonaro seve disputar o Senado pelo Distrito Federal. Somente Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos e já perdeu o mandato de deputado federal agora em dezembro, não deve participar das próximas eleições.
O irmão de Jair, Renato Bolsonaro (PL), também vai buscar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo.
Veja a carta escrita por Jair Bolsonaro (PL):
Ao longo da minha vida tenho enfrentado duras batalhas, pagando um preço alto com minha saúde e família, para defender aquilo que acredito ser o melhor para o nosso Brasil.
Diante desse cenário de injustiça e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da República em 2026.
Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim.
Ele é a continuidade do caminho da prosperidade que iniciei bem antes de ser presidente, pois acredito que precisamos retomar a responsabilidade de conduzir o Brasil com justiça, firmeza e lealdade aos anseios do povo brasileiro.
Que Deus o abençoe e o capacite na liderança dessa corrente de milhões de brasileiros que honram a Deus, a pátria, a família e a liberdade.





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