Por Adriano Silva PL de Jorginho Mello não aceita que vereador fiscalize a administração municipal

No fim dos trabalhos políticos deste ano, o deputado estadual Maurício Peixer (PL), que também é o presidente do PL de Joinville, encaminhou para o Conselho de Ética da executiva municipal o pedido de expulsão do vereador Cleiton Profeta (PL).

Na sua rede social, Profeta disse que essa tentativa de expulsão está ligada a postura crítica que ele tem na Câmara Municipal com relação a administração do prefeito Adriano Silva (Novo). “Estão tentando me expulsar do Partido Liberal por eu fazer exatamente aquilo para o qual fui eleito. Fiscalizar, cobrar e não me calar diante dos erros do Executivo”.

O vereador falou que o processo foi aberto depois de ele se recusar a apoiar ações que considera equivocadas do prefeito. “Por não aceitar passar pano para o governo Adriano, o deputado Maurício Peixer instaurou um processo disciplinar para tentar me expulsar do partido”.

Cleiton disse também que “não fui eleito para ser carimbador de projetos do Executivo. Fiscalizar não é crime, é a minha obrigação com o povo de Joinville”.

O deputado Maurício Peixer entende que Cleiton Profeta está desrespeitando as diretrizes partidárias, comprometendo o PL no Legislativo municipal.

Com a aproximação das eleições de 2026, o cenário político de Joinville começa a ficar mais tenso diante de muitos candidatos que já pensam também nas eleições municipais de 2028.

Com o racha no PL de Joinville, há quem diga que o pedido de expulsão de Profeta coloca na mesa uma possível blindagem do partido ao prefeito Adriano Silva (Novo), pois o prefeito e o Novo são alvos do governador Jorginho Mello (PL) na sua reeleição.

Cleiton Profeta tem se destacado na cidade por conta da postura independente e por bater de frente com a gestão do prefeito.

Peixer disse que o PL possui uma relação histórica de interlocução com o Executivo, defende que o partido deva manter essa linha de atuação e que a atuação de Profeta fere as diretrizes partidárias.

O vereador cobra a falta de insumos e as filas nas unidades de pronto atendimento; a fiscalização de obras paradas e condições das vias nos bairros; e questiona o uso de recursos públicos e cobra também mais transparência.

O pedido de cassação segue os trâmites da Comissão de Ética do Partido Liberal, onde Cleiton Profeta terá direito à ampla defesa. Se realmente for expulso, o vereador poderá buscar o reconhecimento de perseguição política na Justiça Eleitoral para garantir a manutenção de seu mandato.

A pergunta que o joinvilense faz é se um partido político pode punir um vereador porque ele pretende fiscalizar o executivo municipal, ação que está descrita no escopo de um vereador de qualquer cidade.

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