No dia 15 de dezembro de 2025 o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou que vai vender aviões, automóveis e outros veículos oficiais para cortar despesas públicas, ação que faz parte de um programa de redução de gastos para diminuir a inflação do país.
Aqui no Brasil, o governo Lula tem apresentado recordes de gastos com locação de veículos, com valores que superaram R$ 1bilhão em2024 e atingiram R$ 1,3 bilhão em 2025. Esses gastos incluem aluguel de veículos para a frota da União e, em 2025, também houve reserva de quase R$ 5,5 milhões para compra de carros novos, inclusive blindados, para a Presidência da República.
Só os poderes executivos brasileiros têm entre 150 e 190 mil veículos com motoristas a sua disposição. O legislativo nacional, que inclui o Congresso, Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores, tem entre 40 e 60 mil veículos, que inclui carros administrativos, carros para gabinetes, veículos de apoio e transporte institucional.
O pior cenário fica com o judiciário, que tem a sua disposição entre 120 e 150 mil veículos, onde grande parte é usada para oficiais de justiça, transporte institucional e transporte administrativo.
A frota pública gasta anualmente entre R$ 40 e R$ 75 bilhões por ano. Se incluirmos outras despesas, como novos contratos, locações, gestão de frota, aluguel de garagem, lavação de veículos e pagamento de pedágios, o custo anual fica entre R$ 45 a R$ 90 bilhões.
QUEM PAGA ESSA CONTA?
Para ter uma ideia do que isso representa, o Banco Itaú, que tem 100 mil funcionários, pagou em 2025 R$ 25 bilhões de impostos. A Vale, uma das maiores mineradoras globais com 215 mil colaboradores, pagou R$ 15 bilhões em impostos. A Ambev, com cerca de 30 mil funcionários, pagou de impostos o valor de R$ 41 bilhões em 2025.
O Magazine Luíza, que tem 40 mil funcionários, pagou R$ 3,7 bilhões em impostos e a catarinense Havan, que tem 22 mil funcionários, pagou em 2025 R$ 5 bilhões em impostos.
Se somarmos o que essas 5 empresas pagaram de impostos, temos o valor de quase R$ 90 bilhões recebidos só com o pagamento de impostos. Então, temos hoje no brasil pouco mais de 400 mil empregados trabalhando só para pagar os carros oficiais com motoristas.
O QUE DÁ PRA FAZER
Mas o que seria possível fazer com essa dinheirama toda se não fosse gasto com veículos públicos? Daria para comprar 770 ambulâncias para cada cidade brasileira; daria para comprar 1500 viaturas policiais por cidade no Brasil; daria para construir 46 creches em cada um dos 5570 municípios; daria para construir 23 escolas em cada cidade brasileira e daria também para construir um hospital por cidade no país.
MAIS CONCIENCIA
Essa é a hora dos governos fazerem uma avaliação dos seus gastos e começarem a cortar despesas supérfluas. Hoje, o presidente da República, governadores, prefeitos, deputados e vereadores tem salários muito acima da média nacional, tem todos os benefícios possíveis e tem a sua disposição estruturas luxuosas para fazer com que a população tenha uma melhor condição de vida.
Mas, contrariando a lógica, criam despesas desnecessárias, fazem obras intermináveis, criam leis ineficientes e na maior parte do tempo pensam só em fazem política e criar grupos para terem o apoio na próxima eleição.
Em 2019, o senador José Antônio Reguffe, do Distrito Federal, apresentou um projeto de lei para acabar com os carros oficiais de autoridades, exceto o presidente da República, mas a proposta está parada Senado sem data para ser analisada.





Excelente matéria.
O desperdício do dinheiro público (do pagador de impostos) faz muita falta para aquilo que é prioridade para a população. A frota oficial é apenas um exemplo.