Amin aposta no PL da Anistia para ter o voto bolsonarista em 2026

É fato que o governador Jorginho Mello (PL) não abre mão de indicar o segundo candidato ao Senado na sua coligação. O primeiro nome já foi imposto por Jair Bolsonaro (PL) e a escolha foi o seu filho Carlos, que já fixou residência em Santa Catarina.

Jorginho Mello também quer do seu lado a Federação União Progressista (PP e União Brasil), e para isso tem que aceitar que Esperidião Amin (PP) seja o nome ao Senado junto com Carlos Bolsonaro.

Nessa engenharia política, quem sobra é Caroline de Toni (PL), que também vai disputar uma das cadeiras do Senado e que já construiu uma aliança com Carlos para que ambos trabalhem juntos pela vitória nas urnas neste ano.

Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni devem levar a maioria dos votos bolsonaristas. Nas últimas pesquisas, os dois já aparecem na primeira e segunda colocação nessa disputa.

Então, mesmo já tendo o seu capital político de anos de estrada, Esperidião Amin vai precisar de alguma alavanca para conseguir tirar do segundo posto um dos dois que estão a sua frente.

A atuação de Esperidião no Senado já mostra que ele vai pegar para si a proposta da anistia para tentar tirar da cadeia o ex-presidente Jair Bolsonaro e, com isso, tentar capitalizar parte desse eleitorado bolsonarista para poder se reeleger em 2026.

Hoje, mesmo que feche a parceria com Jorginho Mello, Amin não tem o apoio dos filiados do PL e ainda não se sabe se ele terá o apoio do pessoal do União Brasil, que é parceiro dos Progressistas.

Amin terá que apostar todas as suas fichas no Projeto de Lei da Anistia que protocolou na quinta-feira, 8, no Senado, que, segundo ele, vai “pacificar o país e corrigir as injustiças desmedidas dos julgamentos havidos”.

Na nota que enviou a imprensa, Esperidião Amin diz que “nunca escondi que considero tal iniciativa deficiente diante da real dimensão dos fatos de 8/1/2023”.

Fala também que durante a CPMI que investigou os fatos do 8 de janeiro, “ficou evidenciada a adoção da narrativa de um Golpe de Estado que não aconteceu! O que ocorreu, graças à omissão impune de agentes públicos das 48 agências do SISBIN (Sistema Brasileiro de Inteligência), que foram informados pela ABIN da provável ocorrência das manifestações que redundaram em atos de vandalismo merecedores de repúdio e punição”.

Na nota, Esperidião escreve também que “como afirmou o presidente Lula, em 18/1/2023, alguém ABRIU a porta”! Sim, os OMISSOS abriram a porta e nenhum inquérito apurou a OMISSÃO e a CUMPLICIDADE no governo”.

O senador de Santa Catarina entende que o inquérito do 8 de janeiro tem, pelo menos, três nulidades absolutas. Primeiro não foi o adequado, pois para ele o STF foi usado pelo oportunismo; há uma suspeição evidente da maioria dos ministros do Supremo; e ocorreu uma investigação tendenciosa liderada por “juiz suspeito e vítima (autoproclamada) do suposto golpe, com emprego de meios ilícitos para indiciar pessoas sem antecedentes criminais, conforme consta do Requerimento da CPI da Vaza Toga, protocolizado no Senado Federal em 27/8/2025”.

Por conta do veto do presidente Lula ao projeto da Isometria, Amin entende que tem a obrigação de apresentar o PL da Anistia com o objetivo de pacificar o país e corrigir as injustiças ocorridas nos julgamentos.

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