PT e PSOL emitem nota contra a nomeação do novo assessor executivo do Porto de Itajaí

No último dia 13 de janeiro a Superintendência do Porto de Itajaí em Santa Catarina anunciou a nomeação do filho do ex-prefeito Volnei Morastoni (MDB), Thiago da Silva Morastoni (Podemos), para o cargo de assessor executivo.

Advogado e gestor público, Thiago já foi, por três mandatos, vereador de Itajaí e até 2024 ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico da administração municipal da cidade. Atualmente, Thiago é suplente de deputado estadual pelo Podemos.

O Porto de Itajaí informou que ele vai atuar no apoio direto à Superintendência, “contribuindo na articulação institucional, no acompanhamento de projetos estratégicos, processos jurídicos e na organização de agendas”.

O superintendente do Porto, João Paulo Tavares Bastos, que foi escolhido por Décio Lima (PT) para o cargo, publicou nas redes sociais uma mensagem de boas-vindas Thiago.  “Bem-vindo ao time do Porto de Itajaí, Thiago. Sua trajetória na gestão pública e no campo jurídico chega para somar neste momento estratégico que o porto vive. Desejo sucesso nessa nova etapa, com muito trabalho, responsabilidade e compromisso com Itajaí e com o fortalecimento do nosso porto público. Seguimos juntos”.

Mas quem não gostou nada dessa nomeação foram justamente os Diretórios Municipais do PT de Itajaí e de Navegantes, que publicaram nota de esclarecimento manifestando surpresa pela nomeação de Thiago Morastoni.

O PT de Itajaí fala na nota que, “diante do histórico político local e das divergências de projeto que o nomeado representa, a decisão não condiz com as expectativas construídas pela militância e pela base partidária local”.

Na mesma toada, a executiva do Psol de Itajaí também não gostou da nomeação de Thiago e também publicou uma nota contra. O partido deixa claro na nota que “não participou de nenhuma articulação relacionada ao processo de federalização do Porto de Itajaí, tampouco de qualquer composição ou grupo que esteja à frente da gestão do Porto”.

O Psol diz que entende como “um grave desrespeito aos princípios que nos norteiam, além de representar um retrocesso na busca por uma gestão portuária verdadeiramente pública, técnica e popular”.

A nota fala que Thiago “não se alinha aos setores que defendem um porto público e soberano… a percepção que se constrói sobre o ex-vereador é a de alguém que nada conforme a maré, apoiando ou se posicionando ao lado apenas daquilo que lhe convém circunstancialmente”.

Num outro trecho, a nota diz que “o Psol de Itajaí repudia qualquer forma de apadrinhamento ou troca de favores na ocupação de cargos públicos”.

Em Santa Catarina, o Podemos, que tem na presidência estadual a deputada Paulinha Silva, já tem um acordo de apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).

A própria deputada já tem um acordo com o prefeito de Florianópolis (PSD) para fazer uma dobradinha na eleição de 2026 com o seu chefe de gabinete, Fábio Botelho, que vai se candidatar a deputado estadual enquanto Paulinha vai buscar uma cadeira na Câmara Federal.

Apesar de ter manifestado a sua intenção de sair do Podemos, Thiago Moratoni ainda está filiado na sigla por ser o primeiro suplente de deputado estadual.

Ele já declarou que “sou o primeiro suplente de deputado estadual e, por isso, devo respeitar a legislação sobre fidelidade partidária. No prazo legal, solicitarei minha desfiliação. Essa decisão é pública e foi tomada há muito tempo, inclusive antes de eu receber o convite para assumir esta função no porto”.

Mesmo diante desse fato, resta saber se o Podemos de Santa Catarina apenas vai esperar o tempo passar ou se vai tomar alguma providência sobre a nomeação de Thiago Morastoni.

No fim de 2025 o Podemos de Itajaí filiou o ex-deputado estadual Antonio Aguiar e o radialista e ex-vereador Osmar Teixeira, que em 2024 foi candidato a prefeito pelo PSD.

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