Agora só falta anunciar Caroline de Toni ou João Rodrigues para o senado

Nesta semana, dois assuntos mudaram o cenário da eleição para o Governo do Estado em Santa Catarina. O primeiro foi o lançamento do nome de Gelson Merísio como pré-candidato a governador pelo PSB representando a esquerda junto com o PT.

O segundo assunto foi o lançamento do nome do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello. Com isso, todos pensam que o governador rifou o MDB, mas nem tudo é o que realmente parece.

O que Jorginho quer é o que ele sempre disse que iria fazer que é unir a direita em torno da sua candidatura. O MDB perdeu a vaga de vice, mas pode ter garantido, por exemplo, a presidência da Alesc a partir de 2027.

Depois de anunciar o nome de Adriano Silva como seu vice, Jorginho Mello conversou com o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD); com Carlos Chiodini, presidente estadual do MDB; com o deputado estadual Fernando Krelling (MDB) e com o presidente da Assembleia, deputado Júlio Garcia (PSD).

Depois dessas últimas movimentações, Jorginho agora trabalha para anunciar o segundo nome para o Senado. O primeiro nome da lista é o do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Mas para isso, ele teria que desistir da sua pré-candidatura e aí até Caroline de Toni recuaria.

Mas isso ainda parece muito difícil, pois o PSD precisa dele para fortalecer a pré-candidatura a presidente de Ratinho Junior. Então é muito provável que Carol fique com essa vaga em nome do bolsonarismo e da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Nessa engenharia política, quem sobra é o senador Esperidião Amin (PP) e o deputado federal Gilson Marques, que já tinha sido anunciado como candidato a senador pelo Novo.

O Novo já disse que quer eleger de 2 a 3 deputados federais e Gilson Marques pode estar inserido nessa lista, indo novamente buscar a reeleição ao invés do Senado. Já Amin é um político inteligente e sabe que agora pode ser a hora de recuar para não ficar sem mandato.

Então, a Federação União Progressista (PP e União Brasil) pode também fechar com Jorginho Mello e Amin também tentar buscar uma cadeira na Câmara Federal para poder continuar em Brasília.

A expectativa é saber se MDB e União Progressista realmente vão continuar com Jorginho Mello ou vão fortalecer a pré-candidatura de João Rodrigues. Se isso acontecer, Santa Catarina pode ver, mais uma vez, Davi vencer o Golias, assim como aconteceu quando Luiz Henrique da Silveira (PMDB) venceu Esperidião Amin (PPB) em 2002.

Naquela eleição, Luiz Henrique tirou de Amin o PSDB e por uma pequena margem de voto impediu a reeleição de Esperidião.

Se a direita se unir, Jorginho Mello deve vencer já no primeiro turno. Se a direita se dividir, João Rodrigues pode vencer o atual governador em 2026 ou a esquerda é quem pode, mais uma vez, pode ser a maior beneficiada dessa eleição.

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